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UFT oferece suporte presencial para matrícula de estudantes indígenas em Tocantínia
A Universidade Federal do Tocantins (UFT), por meio da Reitoria e da Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), realizará uma ação de apoio presencial para auxiliar estudantes indígenas no processo de matrícula do semestre letivo. A iniciativa conta com o apoio dos câmpus de Palmas, Miracema e Porto Nacional. O atendimento ocorrerá nos dias 26, 27 e 28 de janeiro, na UTL da Funai, em Tocantínia, voltado especialmente aos alunos indígenas da UFT.
A ação integra um conjunto de iniciativas institucionais de acolhimento e permanência estudantil e representa a ampliação de práticas que vêm sendo desenvolvidas pela Universidade desde 2023, a partir de demandas apresentadas por estudantes indígenas, especialmente do povo Xerente, em seu território. O atendimento presencial busca facilitar o acesso aos processos acadêmicos e fortalecer o vínculo entre a Universidade e as comunidades indígenas.
“Depois de um período de diálogo e articulação com a equipe técnica, na Pró-Reitoria de Graduação, conseguimos viabilizar um atendimento específico para facilitar o processo de matrículas dentro da área indígena, na comunidade Xerente. Essa conquista é fruto do diálogo respeitoso entre a universidade e a comunidade, reconhecendo as dificuldades de acesso enfrentadas pelos povos indígenas aos serviços acadêmicos”, afirma Ricardo Xerente, aluno do curso de Direito e presidente do DCE.
Ricardo destacou ainda que a demanda vem sendo apresentada à universidade desde o ano passado, especialmente diante das dificuldades enfrentadas por estudantes no primeiro contato com os processos acadêmicos, como matrícula, solicitação de auxílios e acesso a programas institucionais. “Como é pela primeira vez, a gente não sabe o que fazer. Então fica muito difícil lidar com a documentação. Essa ação facilita o acesso, a comunicação e o acompanhamento dos estudantes”, explicou.
De acordo com o presidente do DCE, o atendimento em Tocantínia beneficiará estudantes indígenas de diferentes câmpus da UFT, como Palmas, Gurupi, Miracema, Porto Nacional e Arraias, envolvendo toda a comunidade indígena atendida pela Universidade.
A pró-reitora de Graduação, Valdirene de Jesus, ressaltou que a ação está alinhada às diretrizes institucionais de acolhimento e permanência estudantil. “A permanência do aluno indígena, quilombola e de comunidades tradicionais começa nesse primeiro momento de acolhimento. É sentar com o estudante, entender as dificuldades e ajudar no processo de matrícula, criando um canal de comunicação dentro da Universidade”, destacou.
Segundo ela, este será o primeiro momento de atuação direta da equipe no território, com o objetivo de compreender a dinâmica locale os principais desafios enfrentados pelos estudantes. A partir disso, a UFT pretende articular ações com projetos e programas institucionais para fortalecer o acompanhamento acadêmico e a permanência desses alunos.
A pró-reitora também informou que a iniciativa contará com a integração de diferentes pró-reitorias, como Prograd, Proest e Proex, em uma atuação conjunta voltada ao acolhimento, à permanência e ao sucesso acadêmico dos estudantes indígenas, conforme as diretrizes previstas no Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI).
A orientação é que os estudantes indígenas da UFT compareçam à UTL da Funai em Tocantínia nos dias 26, 27 e 28 de janeiro para realizar a matrícula com o apoio das equipes da Universidade.
Ações permanentes | Porto Nacional e Miracema
Além da ação concentrada em Tocantínia, a UFT já desenvolve, desde 2023, iniciativas contínuas de acolhimento e apoio à matrícula de estudantes indígenas por meio dos câmpus de Porto Nacional e Miracema.
O Câmpus de Porto Nacional foi pioneiro na ação com a implementação do Projeto Piloto de Acolhimento e Permanência de Estudantes Indígenas e Quilombolas, em 2023. Inicialmente realizado no Centro de Ensino Médio Indígena Xerente (CEMIX), o atendimento passou a ocorrer também na Funai, em Tocantínia, ampliando o acesso aos serviços acadêmicos e fortalecendo a presença institucional da Universidade no território indígena. A universidade acolhe os ingressantes por meio da matrícula e orientação para a política de assistência estudantil com a presença de servidores da Secretaria Acadêmica e do Setor de Assistência Estudantil. Desde 2025, o Câmpus de Miracema também realiza o deslocamento de sua equipe à Tocantínia para atendimento de seus ingressantes, fortalecendo a política de acesso e permanência dos estudantes indígenas no seu território.
As experiências desenvolvidas nos câmpus de Porto Nacional e Miracema demonstraram resultados positivos ao longo dos últimos anos, contribuindo para a redução de entraves no processo de matrícula e para o fortalecimento da permanência estudantil. A ampliação dessas práticas para outras frentes de atuação reafirma o compromisso da UFT com políticas construídas a partir da escuta das comunidades, da avaliação dos resultados e da consolidação de ações que se mostraram efetivas no território.
(Com informações de Laranna Prestes Catalão)