Esse site utiliza cookies
UFT celebra histórias, reconhece trajetórias e valoriza quem constrói a Universidade todos os dias
Uma universidade não se constrói apenas com salas de aula, laboratórios, projetos ou estruturas administrativas. Ela ganha vida nas pessoas que ensinam, pesquisam, acolhem, planejam, desenvolvem projetos e dedicam parte de suas trajetórias à construção de um propósito coletivo. Foi para reconhecer essas histórias que a Universidade Federal do Tocantins (UFT) realizou, no dia 29 de outubro, o Evento de Reconhecimento Institucional, desta vez no Câmpus de Arraias.
Em sua quarta edição, a celebração integrou o Programa de Reconhecimento e Valorização da UFT e reuniu servidores de diferentes câmpus em uma programação marcada por premiações, homenagens e apresentações da orquestra da Universidade, sob a regência do maestro Bruno Barreto.
Mais do que entregar prêmios, o encontro proporcionou um momento de reencontro com a própria história da instituição: reconheceu projetos que transformam realidades, iniciativas que fortalecem a relação da Universidade com a sociedade e trajetórias profissionais que ajudaram a consolidar a UFT ao longo dos anos.
Para a pró-reitora de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas, Michelle Trombini Duarte, o reconhecimento é parte de uma cultura institucional que precisa ser fortalecida continuamente.
“Esse programa nasceu da certeza de que reconhecer não é apenas premiar — é valorizar, é cuidar, é fortalecer vínculos, é reafirmar que cada pessoa importa”, destacou. Segundo ela, a realização itinerante do evento também reforça que, em cada câmpus onde há um servidor comprometido com a missão institucional, existe uma história que merece ser reconhecida.
A reitora da UFT, professora Maria Santana Milhomem, também ressaltou a importância de fortalecer o sentimento de pertencimento entre aqueles que fazem a Universidade acontecer. “São as pessoas que dão vida à nossa universidade. Cada um, com seu jeitinho, sua dedicação e seu compromisso, deixa uma contribuição única nessa história”, afirmou.
Reconhecimento
Entre os momentos da programação, as premiações de pesquisa, extensão universitária e mérito técnico deram visibilidade a iniciativas que representam diferentes dimensões do trabalho desenvolvido na UFT.
No campo da extensão, uma das histórias que traduzem o sentido de continuidade da Universidade é a do professor Olavo Lisboa dos Santos. Premiado pela ação Aquilombar a Pós: leitura negra e travessias de saberes, ele já havia vivido a extensão universitária em outra condição: como estudante e bolsista da UFT, por meio do Espaço Lúdico.
Anos depois, retornar ao lugar onde estudou para receber um reconhecimento como professor extensionista tornou o momento ainda mais significativo.
“Eu fui ex-aluno da UFT aqui, e fui ex-bolsista, extensionista. [...] Agora, enquanto professor extensionista, premiado, fico muito grato de poder voltar para onde estudei e, de alguma forma, estar contribuindo”, contou.
Para Olavo, a experiência representa os resultados das políticas institucionais de incentivo à pesquisa, à extensão e à formação acadêmica. Ele também destacou que iniciativas como essa fortalecem o vínculo com a Universidade. “A universidade se torna mais casa, a gente se sente mais permanente, mais pertencente”, afirmou.
A extensão também esteve representada pelo trabalho do professor Fernando Rodrigues Peixoto Quaresma, coordenador da ação Extensão em Enfermagem no Cuidado de Lesões de Pele: integração com o SEEPT-HGP, monitoramento assistencial e ODS 4.
O projeto aproxima a formação acadêmica das demandas dos serviços de saúde, articulando ensino, extensão e atendimento à comunidade, em parceria com profissionais do Hospital Geral de Palmas.
Para Fernando, receber o prêmio representa o reconhecimento de um trabalho construído coletivamente. Ele fez questão de dividir a conquista com os professores, estudantes do curso de Enfermagem e profissionais do hospital que participaram da iniciativa.
“Isso traz uma validação enorme para nós, dá certeza de que todo o empenho, tempo e trabalho sério que dedicamos no nosso dia a dia realmente valem a pena”, destacou. O professor também ressaltou que a premiação renova a motivação da equipe para desenvolver novos projetos e ampliar o impacto das ações junto à população tocantinense.
Descobrir, aprender e transformar
Outra iniciativa reconhecida foi a Escola Floresta 2025, coordenada pela professora Vanessa Coelho Almeida. Desenvolvido desde 2019, o projeto promove atividades lúdico-científicas que aproximam estudantes e comunidade da Universidade, apresentando cursos, conhecimentos e possibilidades de formação.
A proposta é criar oportunidades de descoberta e aprendizagem, promover o diálogo entre conhecimentos tradicionais e científicos e contribuir para a redução das desigualdades educacionais, sociais e tecnológicas.
Vanessa conta que, por muito tempo, resistiu à ideia de inscrever o projeto em premiações, pois já considerava gratificante acompanhar os resultados das atividades e o envolvimento dos participantes. A insistência da equipe, entretanto, levou à inscrição, e o reconhecimento tornou a experiência ainda mais especial.
“Nosso projeto tem três palavrinhas-chave: descobrir, aprender e transformar. Essas palavras representam o nosso objetivo: criar oportunidades que permitam descobertas de uma universidade, de seus cursos, de um espaço de diversidade e, sem dúvida, de muita aprendizagem”, explicou.
A professora destacou que o prêmio representa uma conquista de toda a equipe, formada por docentes, técnicos-administrativos, estudantes e colaboradores externos. Para ela, o reconhecimento também reafirma a importância de iniciativas que aproximam a Universidade de jovens e comunidades de diferentes municípios do Tocantins.
Além desses projetos, o VI Prêmio de Extensão Universitária da UFT – Edição 2026 reconheceu ações nas áreas de etnofarmacologia, educação, saberes quilombolas, urbanismo, saúde, literatura e valorização de produtos regionais.
Mérito Técnico
A programação também contemplou o Prêmio Mérito Técnico, destinado a reconhecer servidores que contribuem para o aprimoramento das atividades institucionais por meio de programas, projetos e boas práticas.
Na consulta pública, o segundo lugar foi concedido a Glêndara Aparecida de Souza Martins, com a Central de Bioprospecção de Produtos da Amazônia Legal (CBPA). O primeiro lugar ficou com Michele Lobo Castilho e Marcela Cristina Barbosa Garcia, pelo projeto UFT por Elas 2026 – I Jornada Integrada das Mulheres da UFT.
Dedicação e histórias
Um dos momentos marcantes do evento foi a homenagem aos servidores que completam marcos de dedicação à UFT. As moedas comemorativas de bronze, prata e ouro simbolizaram, respectivamente, 10, 20 e 30 anos de contribuição à instituição.
Cada homenagem representou uma trajetória marcada por mudanças, desafios, aprendizados e conquistas compartilhadas. São profissionais que acompanharam a formação de gerações de estudantes e participaram da construção de cursos, projetos, laboratórios, serviços e políticas institucionais.
A programação também contou com a entrega da Honraria Elo Gentil, criada como parte da campanha UFT, parte de mim. A iniciativa reconhece servidores escolhidos pela comunidade acadêmica por atitudes de empatia, cuidado, acolhimento e colaboração no cotidiano institucional.
Foram homenageados Deusmar Oliveira de Borba, do Câmpus de Arraias; Dalmarcia de Souza Carlos Mourão, de Gurupi; Wiro Oliveira da Silva, de Miracema; Francisco Barbosa dos Santos Melo, de Palmas; Adriana Carvalho Capuchinho, de Porto Nacional; e Joselma Rodrigues Leite, da Reitoria. Ladislau Ribeiro do Nascimento, de Miracema, recebeu menção honrosa, em reconhecimento à sua trajetória como Elo Gentil em 2025.
O evento reservou ainda um momento especial para homenagear servidores aposentados, reconhecendo o legado de quem dedicou anos de trabalho à Universidade. Receberam as homenagens Magda Suely Pereira Costa e, de forma póstuma, o servidor Sérgio Jacintho Leonor.
Arraias
Receber a quarta edição do evento teve um significado especial para o Câmpus de Arraias. Para a diretora do Câmpus de Arraias, Adriana Demite Stephani Carvalho, a realização da celebração no câmpus possibilitou aproximar profissionais de diferentes unidades e dar visibilidade às histórias e aos trabalhos desenvolvidos em toda a Universidade.
“Uma universidade não é feita só de prédios, ela se faz com e por pessoas”, destacou. Para ela, o encontro permitiu que servidores se reconhecessem, se reconectassem e valorizassem o trabalho coletivo que sustenta a instituição.
A escolha de realizar o evento em diferentes câmpus também amplia o alcance da iniciativa, reforçando que a história da UFT é construída em cada unidade, por profissionais que contribuem diariamente para sua missão.
Ao final da programação, entre homenagens, reconhecimentos e música, ficou a lembrança de que a Universidade é feita de muitas histórias que se encontram. Histórias de quem chegou como estudante e voltou como professor, de quem transforma conhecimento em cuidado, de quem abre as portas do câmpus para a comunidade e de quem dedicou décadas de trabalho à instituição.
Porque reconhecer quem faz a UFT acontecer é, também, reconhecer a própria história da Universidade e valorizar as pessoas que continuam construindo seus próximos capítulos.