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Propriedade Intelectual da Universidade Federal do Tocantins alcança marca histórica de registros e patentes
Neste domingo, 26 de abril, a Universidade Federal do Tocantins (UFT) celebra o Dia Mundial da Propriedade Intelectual com motivos para comemorar. O que antes era apenas pesquisa acadêmica, hoje se transforma em patrimônio tecnológico: a instituição já soma 67 pedidos de patentes e 89 softwares registrados, consolidando-se como o principal polo de inovação do estado.
Instituída pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (Wipo), a data reforça como marcas, desenhos industriais e patentes impulsionam o desenvolvimento econômico. Na UFT, essa missão é coordenada pela Inovato (Agência de Inovação), que atua na ponte entre as bancadas dos laboratórios e as prateleiras do mercado.
O "stent" tocantinense
O grande destaque deste ano é a concessão da 14ª patente da Universidade, obtida em fevereiro de 2026. A invenção, de autoria do pesquisador Silvio Alves da Silva, ataca um problema crítico da medicina vascular: o deslocamento de dispositivos dentro do corpo humano.
Diferente dos modelos tradicionais, o "stent venoso com sistemas anti-imigração" da UFT possui um mecanismo de fixação que impede que o dispositivo "viaje" pelo sistema circulatório até órgãos vitais, como coração ou pulmões.
Segundo Ana Claudia Sampaio, diretora do Núcleo de Inovação, a estratégia da UFT em patentear suas criações é essencial para fortalecer a tecnologia nacional.
"Somos uma instituição de ensino, pesquisa e extensão, e a universidade tem a função de gerar essas tecnologias. É fundamental que a UFT ocupe esse espaço na produção brasileira", afirmou.
Ela destacou ainda que o NIT é estratégico para apoiar esse desenvolvimento e viabilizar a entrada dessas inovações no mercado. "Essa conquista exemplifica o impacto social da pesquisa aplicada. Não estamos apenas produzindo papel, estamos gerando soluções diretas para a saúde pública", destaca a gestão da Inovato.
O papel do NIT
Muitos pesquisadores ainda têm dúvidas sobre como proteger suas criações. É nesse cenário que o Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) desempenha um papel pedagógico e jurídico. O setor é responsável por apoiar o cientista desde a redação do pedido até o depósito no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi).
Para além das patentes, a UFT tem expandido sua atuação em outras frentes da Propriedade Intelectual:
Softwares: 89 registros que garantem a proteção de códigos-fonte desenvolvidos no ambiente acadêmico;
Marcas: Dois registros ativos que conferem identidade e segurança comercial;
Transferência de Tecnologia: O NIT atua no licenciamento dessas invenções para que empresas possam fabricar e comercializar as tecnologias, gerando royalties para a universidade e para os inventores.