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    Propriedade Intelectual da Universidade Federal do Tocantins alcança marca histórica de registros e patentes
    INOVAÇÃO TECNOLÓGICA

    Propriedade Intelectual da Universidade Federal do Tocantins alcança marca histórica de registros e patentes

    No Dia Mundial da Propriedade Intelectual, UFT celebra marca de 89 softwares registrados e tecnologia inédita que aumenta segurança em cirurgias vasculares

    Por  Fabiana Araújo | Edição: Samuel Lima | e | Revisão: Paulo Aires  | Publicado em 23/04/2026 - 19:26  | Atualizado em 27/04/2026 - 13:44
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    Neste domingo, 26 de abril, a Universidade Federal do Tocantins (UFT) celebra o Dia Mundial da Propriedade Intelectual com motivos para comemorar. O que antes era apenas pesquisa acadêmica, hoje se transforma em patrimônio tecnológico: a instituição já soma 67 pedidos de patentes e 89 softwares registrados, consolidando-se como o principal polo de inovação do estado.

    Instituída pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (Wipo), a data reforça como marcas, desenhos industriais e patentes impulsionam o desenvolvimento econômico. Na UFT, essa missão é coordenada pela Inovato (Agência de Inovação), que atua na ponte entre as bancadas dos laboratórios e as prateleiras do mercado.

    O "stent" tocantinense

    O grande destaque deste ano é a concessão da 14ª patente da Universidade, obtida em fevereiro de 2026. A invenção, de autoria do pesquisador Silvio Alves da Silva, ataca um problema crítico da medicina vascular: o deslocamento de dispositivos dentro do corpo humano.

    Diferente dos modelos tradicionais, o "stent venoso com sistemas anti-imigração" da UFT possui um mecanismo de fixação que impede que o dispositivo "viaje" pelo sistema circulatório até órgãos vitais, como coração ou pulmões.

    Segundo Ana Claudia Sampaio, diretora do Núcleo de Inovação, a estratégia da UFT em patentear suas criações é essencial para fortalecer a tecnologia nacional.

    "Somos uma instituição de ensino, pesquisa e extensão, e a universidade tem a função de gerar essas tecnologias. É fundamental que a UFT ocupe esse espaço na produção brasileira", afirmou. 

    Ela destacou ainda que o NIT é estratégico para apoiar esse desenvolvimento e viabilizar a entrada dessas inovações no mercado. "Essa conquista exemplifica o impacto social da pesquisa aplicada. Não estamos apenas produzindo papel, estamos gerando soluções diretas para a saúde pública", destaca a gestão da Inovato.

    O papel do NIT

    Muitos pesquisadores ainda têm dúvidas sobre como proteger suas criações. É nesse cenário que o Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) desempenha um papel pedagógico e jurídico. O setor é responsável por apoiar o cientista desde a redação do pedido até o depósito no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi).

    Para além das patentes, a UFT tem expandido sua atuação em outras frentes da Propriedade Intelectual:

    • Softwares: 89 registros que garantem a proteção de códigos-fonte desenvolvidos no ambiente acadêmico;

    • Marcas: Dois registros ativos que conferem identidade e segurança comercial;

    • Transferência de Tecnologia: O NIT atua no licenciamento dessas invenções para que empresas possam fabricar e comercializar as tecnologias, gerando royalties para a universidade e para os inventores.


    Tags:  Inovato,  NIT,  Pesquisa Aplicada,  Patentes.  
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