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    Projeto de fotografia analógica da UFT vence Prêmio de Transformação Social no Intercom Norte
    PREMIAÇÃO

    Projeto de fotografia analógica da UFT vence Prêmio de Transformação Social no Intercom Norte

    Acadêmicos da UFT conquistaram reconhecimento na categoria Extensão com iniciativa que resgata a fotografia analógica e promove inclusão social

    Por  Fabiana Araújo | Edição: Samuel Lima | e | Revisão: Paulo Aires e 010203  | Publicado em 01/06/2026 - 20:16  | Atualizado em 01/06/2026 - 21:20
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    Os estudantes da Universidade Federal do Tocantins (UFT) do curso de Jornalismo (Câmpus de Palmas) conquistaram o Prêmio Intercom de Transformação Social, na categoria Extensão, na última sexta-feira (29). O reconhecimento ocorreu durante o Intercom Norte, um dos principais eventos de comunicação da região, com o projeto “Experimentações Analógicas do Fotojornalismo: modos de desacelerar o olhar e ampliar a leitura social da realidade”.

    A ação é fruto da parceria entre o Programa de Pós-graduação em Comunicação e Sociedade (PPGCom) e o curso de Jornalismo da UFT. Coordenado pela professora Ingrid Assis, o projeto recebeu um aporte de R$ 5 mil via edital de pesquisa da universidade. O recurso foi integralmente revertido na revitalização do laboratório de fotografia analógica do Complexo de Jornalismo, que estava desativado desde 2016, ano de inauguração do prédio.

    “Se tivéssemos mais recurso faríamos muito mais, mas já mostramos que o trabalho que estamos desenvolvendo é sério, tem impacto social e, sobretudo, uma relevância histórica ímpar”, destacou a docente Ingrid Assis.

    Esta é a segunda vez que a professora recebe a honraria da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom), instituição de maior prestígio na área acadêmica de comunicação no país.

    Resgate histórico e o "freio" na ansiedade digital

    O projeto conta com uma equipe multidisciplinar que envolve docentes, técnicos e estudantes da graduação e do mestrado. Além da coordenadora Ingrid Assis, assinam o trabalho premiado os pesquisadores Cynthia Mara Miranda, Rafael Silva Motta, Daniel dos Santos, Martha Helena Rodrigues de Souza, Mariana Felix e Nicole Adler.

    Através dessa união, foram oferecidas oficinas práticas de fotografia analógica abertas para acadêmicos, egressos da UFT e para a comunidade externa. Sob a instrução do técnico Rafael Motta, os participantes aprenderam todo o processo tradicional de produção fotográfica: desde a captação manual com câmeras de filme até a revelação química e a ampliação em papel fotográfico dentro do laboratório.

    Para Motta, a fotografia fotoquímica vai muito além da nostalgia das redes sociais:

    "É um objeto de fascinação mágico, desde a sua origem. É como contamos histórias, paralisamos o movimento constante da vida e os fatos históricos (...). É material de controle, de expressão, de experimentação e de arte."

    O impacto prático e psicológico da técnica foi sentido diretamente pelos alunos. Danilo Rodrigues, um dos participantes das oficinas, relata que a precisão exigida pelo filme mudou sua percepção profissional.

    "Diferente do digital, onde a facilidade nos permite errar à vontade, no analógico o erro pode custar a foto. Essa preocupação nos faz pensar bem antes do clique e fotografar melhor os objetos", explica Danilo. Ele acrescenta um benefício extra para a saúde mental: "A espera para ver os resultados nos ajuda a desacelerar nesses tempos de ansiedade elevada".

    Conexão com o futuro: Acessibilidade em 3D

    Longe de ficar presa apenas ao passado, a iniciativa conecta a tradição analógica à modernidade digital através de uma parceria com o Labtec 3D, projeto idealizado pelo professor da UFT Warley Gramacho.

    As fotos produzidas durante o projeto serão transformadas em peças táteis tridimensionais, permitindo que pessoas com deficiência visual possam "enxergar" as imagens através do toque. "Essas fotografias táteis permitirão a acessibilidade de pessoas cegas e, depois, vão servir de material didático para futuros alunos cegos da UFT", ressalta Gramacho.

    Agenda: Exposição no Festival de Circo

    O resultado final desse trabalho, que une o clique analógico, o impacto social e a tecnologia inclusiva, poderá ser conferido de perto pelo público em breve. As imagens impressas e as reproduções em 3D farão parte de uma exposição especial sobre o Festival do Circo de Taquaruçu.

    O evento cultural acontece entre os dias 2 e 5 de julho, no distrito turístico de Palmas. Saiba mais sobre o projeto via Instagram (@lab.foto.analogica.uft).

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    (Fotos: Daniel dos Santos)


    Tags:  Intercom Norte,  Fotojornalismo,  Fotografia Analógica,  Jornalismo,  Palmas,  PPGCom.  
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