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Novos médicos revalidados pela UFT recebem certificados e se preparam para reforçar a saúde pública no Brasil
Na tarde desta quarta-feira (14), ocorreu um momento de celebração e reconhecimento profissional na Universidade Federal do Tocantins (UFT). O Auditório da Reitoria ficou lotado com a solenidade de entrega dos certificados de revalidação de diplomas de Medicina do programa Revalida UFT. A cerimônia marca o encerramento de um rigoroso ciclo de avaliação e amplia o número médicos formados em instituições do exterior possam atuar legalmente em todo o território nacional.
A solenidade reuniu formandos, familiares, professores e autoridades acadêmicas. A revalidação promovida pela UFT aprovou 63 médicos formados no exterior que passaram por um rigoroso processo de seleção, no qual responderam a um questionário teórico de 100 questões objetivas e cinco discursivas, além de passarem pela avaliação de habilidades clínicas na etapa prática
Acolhimento e compromisso com a saúde pública
Durante o evento, a reitora da UFT, professora Maria Santana, destacou a relevância social da Universidade no processo e o impacto direto que a chegada desses profissionais gera na rede pública de saúde.
"A entrega desses certificados representa o cumprimento do nosso compromisso com a excelência acadêmica e com a sociedade. O Revalida não é apenas um processo burocrático de verificação; é uma ponte que conecta profissionais capacitados às comunidades, traz um sentimento de pertencimento à UFT e colabora para o desenvolvimento da instituição. Além disso, essa assistência médica sempre será humanizada e de qualidade", pontuou a reitora.
Como funciona o processo do Revalida na UFT
O processo de aplicação e acompanhamento da revalidação de diplomas na UFT é pautado pelo rigor técnico e acadêmico para assegurar a equivalência da formação médica obtida no exterior em relação às diretrizes curriculares do Brasil.
A avaliação é dividida em etapas eliminatórias e classificatórias: a primeira fase conta com uma prova teórica composta por 100 questões objetivas de múltipla escolha (com valor de 1 ponto cada) e 5 questões discursivas (valendo 10 pontos cada), que cobram conhecimentos gerais das grandes áreas da medicina (Clínica Médica, Cirurgia Geral, Ginecologia e Obstetrícia, Pediatria e Saúde Coletiva);
Já a segunda fase é dedicada à prova prática de habilidades clínicas em ambiente simulado, composta por 10 estações em que o candidato tem até 10 minutos por etapa para interagir com pacientes simulados por atores ou manequins, somando até 100 pontos ao final. Nessa etapa, um avaliador observa o desempenho do médico a partir de um checklist rigoroso que afere desde o exame físico e o raciocínio diagnóstico até a indicação do tratamento, a postura ética e a capacidade de comunicação humanizada.
Todo o rito, desde a análise minuciosa da documentação e matriz curricular até a homologação final, segue as normas do Ministério da Educação (MEC) e da própria universidade, garantindo que os profissionais certificados estejam plenamente qualificados para integrar a rede de saúde brasileira.
Trajetórias de superação e novos horizontes
Por trás de cada certificado entregue, há histórias marcadas por anos de dedicação, distância da família e preparação intensa para superar todas as etapas teóricas e práticas do exame.
É o caso da médica Iolí Sobrinho Leão, de 25 anos, que não escondeu a emoção ao conquistar o direito de exercer a profissão no Brasil. Formada em 2025 pela Universidade María Auxiliadora, no Paraguai, ela enfrentou um ano e meio de processo até a conclusão da revalidação.
"Acredito que essa foi uma grande realização para mim. Conseguir revalidar o diploma no Brasil é o sonho de todos os médicos brasileiros que se formam no exterior e querem voltar. Concluir essa etapa e receber o documento pela UFT é uma alegria enorme", celebrou.
Já para a médica Aline Lira Dias, de 36 anos, a entrega representa a consolidação de uma jornada de superação. Formada no final de 2024 pela Universidade de Integração das Américas (Unida), no Paraguai, ela enfrentou uma rotina intensa de preparação.
"Foi um processo muito árduo, tanto na resolução de questões quanto no treinamento para as provas práticas. A segunda fase foi a mais desafiadora para mim, mas é um percurso necessário. Estou muito feliz por receber o certificado pela UFT", destacou.
A persistência também foi a marca da trajetória da médica Alice Ferreira Pereira de Siqueira, de 26 anos. Formada no final de 2024 pela Universidade María Auxiliadora, em Assunção, no Paraguai, ela enfrentou uma jornada de resiliência até a conquista do certificado.
"No final de 2024, fiz a primeira fase teórica. Não consegui a aprovação de início e fiquei muito abalada, mas me reergui, continuei tentando e passei na terceira tentativa. Na sequência, fiz a prova prática e fui aprovada. Hoje estou extremamente realizada e pronta para receber o diploma na UFT", comemorou.
Para os médicos recém-certificados, o momento representa a concretização de um sonho e o início de uma nova etapa de contribuição para a saúde pública brasileira, um processo em que a UFT reafirma seu compromisso ao atuar diretamente no acolhimento e na validação desses novos profissionais.