Esse site utiliza cookies
Mesa-redonda na UFT debate conscientização e políticas públicas sobre Apraxia de Fala na Infância
Com o intuito de ampliar a visibilidade sobre a Apraxia de Fala na Infância (AFI) e os transtornos do desenvolvimento de linguagem, uma mesa-redonda foi promovida, na última quarta-feira (27), reunindo cerca de 70 participantes. Entre os presentes estavam estudantes, familiares e profissionais da saúde, que acompanharam o debate promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional (PPGDR), do Câmpus da UFT em Palmas.
A ação foi organizada pelo Grupo de Pesquisa em Gestão e Políticas Públicas (Gespol/PPGDR) sob a coordenação da professora Helga Midori e da egressa do Mestrado em Desenvolvimento Regional, Márcia Regina. O foco central foram as políticas públicas voltadas para o autismo. Além de marcar a adesão institucional relativo ao mês de conscientização da Apraxia de Fala na Infância, em parceria com a Associação Brasileira de Apraxia de Fala na Infância (Abrapraxia). No site da Associação é possível conferir mais conteúdos sobre o assunto.
Perspectivas e Integração
O debate sobre a complexidade da AFI foi estruturado por três eixos fundamentais: o diagnóstico clínico, as possibilidades de tratamento e os desafios na formulação de políticas públicas. A mesa de palestrantes foi composta por especialistas e familiares que compartilharam vivências distintas e complementares sobre o tema.
A fonoaudióloga Luciana Xavier, especialista em AFI e professora da Universidade Estadual do Tocantins (Unitins), conduziu a abordagem técnica e clínica do evento, esclarecendo critérios diagnósticos e a importância da intervenção precoce. A perspectiva científica associada à experiência familiar foi apresentada pela professora Lia Almeida, docente do PPGDR/UFT e mãe de uma criança com AFI.
Para a professora Lia Almeida, "Participar dessa mesa redonda foi uma experiência muito enriquecedora, principalmente por unir diferentes perspectivas sobre a apraxia de fala na infância, tanto o olhar técnico da fonoaudiologia quanto às vivências reais das famílias. Achei muito importante ver a presença de estudantes, profissionais e mães no mesmo espaço de diálogo, porque isso aproxima a universidade da sociedade e amplia a compreensão sobre os desafios enfrentados pelas crianças e suas famílias. Eventos como esse ajudam a dar visibilidade ao tema, promover acolhimento e fortalecer a troca de conhecimento entre ciência, prática clínica e experiência de vida", destaca.
Complementando o ecossistema de discussão, Flávia Moreira, mãe de um adolescente com a mesma condição, trouxe relatos comoventes e práticos sobre os desafios cotidianos, o acolhimento e a busca por direitos ao longo do desenvolvimento infanto-juvenil.
O evento contou com o apoio e a articulação da coordenação do PPGDR, representada pelo professor Cleiton Milagres, que reforçou a relevância de abrir as portas da pós-graduação para debates que impactam diretamente a qualidade de vida da população e a inclusão social no âmbito do desenvolvimento regional.