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Mais Ciência na Escola celebra resultados de projeto que levou laboratórios makers a cinco escolas de Palmas
A Universidade Federal do Tocantins (UFT) realiza nesta quarta-feira, 4 de novembro, o evento de encerramento do projeto Meu Hub é Raipe, desenvolvido no âmbito do programa Mais Ciência na Escola, do Governo Federal. A iniciativa implantou cinco laboratórios makers em escolas municipais de Palmas, criando espaços para que estudantes da educação básica aprendam ciência e tecnologia na prática, por meio da experimentação, da criatividade e do desenvolvimento de projetos.
O evento será realizado das 9h às 11h, no auditório da Reitoria da UFT, com a apresentação dos resultados do projeto. A programação contará com a participação de estudantes das escolas envolvidas, representantes da Universidade, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), e da Secretaria Municipal de Educação de Palmas.
Com orçamento de R$ 500 mil, o Meu Hub é Raipe estimulou o desenvolvimento de propostas criativas que integram ciência, tecnologia, engenharia, artes e matemática, conhecidas pela sigla STEAM. Entre as ideias desenvolvidas estão uma lixeira interativa com sensores, um monstro articulado em escala humana para estimular a contação de histórias, uma exposição de arte digital produzida com inteligência artificial e uma estante interativa com livros em miniatura e narrações.
Aprender fazendo
A metodologia do projeto inclui capacitações, acompanhamento contínuo de professores e estudantes, encontros semanais e desafios criativos. A proposta é integrar as tecnologias digitais às práticas pedagógicas, ampliando o interesse dos alunos pela aprendizagem e desenvolvendo habilidades digitais, autonomia e pensamento crítico.
Para o coordenador do projeto Meu Hub é Raipe, Daniel Silva, o principal diferencial da iniciativa está em unir o investimento do Governo Federal ao conhecimento produzido na universidade para transformar a realidade das escolas públicas.
“O sucesso do programa está em compreender que não basta levar equipamentos e tecnologias para dentro das escolas. É preciso também aproximar esses recursos do conhecimento, da pesquisa e dos saberes que a universidade produz, ajudando professores e estudantes a descobrir como aplicar essas tecnologias no processo de aprendizagem. Com isso, contribuímos para atender a uma necessidade importante do ensino fundamental: ampliar o acesso à ciência, à tecnologia e à inovação desde os primeiros anos da formação escolar”, destaca.
Na Escola Municipal de Tempo Integral Caroline Campelo, o laboratório maker já contribui para transformar conteúdos teóricos em experiências práticas. Segundo o professor Wanderson, os estudantes montam circuitos elétricos, criam modelos em três dimensões (3D) com a ferramenta Tinkercad e testam componentes eletrônicos.
“O laboratório maker proporcionou um ambiente colaborativo e participativo para os estudantes da escola. Eles não só aprendem sobre tecnologia e inovação, mas ensinam outros estudantes, sentem-se protagonistas no processo de aprendizagem ao criar, consertar ou montar circuitos diversos”, relata o professor.
Ele também destaca o entusiasmo dos alunos com a impressão 3D e com as possibilidades de criação. Para o docente, as atividades tornam o aprendizado mais interativo e ajudam os estudantes a perceber como o conhecimento pode ser aplicado na prática.
Cada escola, uma vocação
O projeto também buscou respeitar as características e os interesses de cada comunidade escolar, incentivando o uso dos laboratórios de acordo com as necessidades de aprendizagem dos estudantes.
Leila Vilhena, presidente da Associação Casa da Árvore, parceira técnica na implementação do projeto, destaca que um dos principais aprendizados foi compreender como cada escola poderia desenvolver sua própria abordagem pedagógica para o laboratório.
“Para a Casa da Árvore, um dos maiores aprendizados deste projeto foi encontrar caminhos para que cada escola encontrasse sua própria vocação para construir uma abordagem de apropriação pedagógica do seu laboratório, respondendo a desejos de aprendizagens destas comunidades e territórios”, afirma.
Na Escola Municipal de Tempo Integral Padre Josimo Tavares, a diretora Adriana também avalia o projeto como uma oportunidade de ampliar os horizontes dos estudantes e fortalecer o papel da escola pública na produção de conhecimento.
“Quando falamos em ciência na escola, não estamos falando apenas de laboratórios ou experimentos. Estamos falando de curiosidade, investigação, pensamento crítico e criatividade”, ressalta.
A diretora destaca ainda que o encerramento do projeto não representa o fim das atividades no laboratório. “Embora o projeto esteja chegando ao fim, a nossa escola continuará a aprimorar as práticas educacionais científicas e a utilizar o laboratório como um recurso valioso para o nosso ensino”, afirma.
Ciência como direito de todos
O Meu Hub é Raipe integra o programa Mais Ciência na Escola, iniciativa realizada em parceria entre o Ministério da Educação (MEC), o MCTI e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O programa busca fortalecer a educação científica e digital nas escolas públicas por meio da implantação de laboratórios makers e do desenvolvimento de projetos que incentivem a investigação e a inovação.
Para Germana Pires Coriolano, secretária de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social do MCTI, a iniciativa amplia as oportunidades de participação de crianças e jovens na produção científica e tecnológica.
“O Mais Ciência na Escola garante oportunidades para que crianças e jovens de escolas públicas produzam projetos de pesquisa, tecnologia e inovação. O programa desperta talentos, estimula o pensamento crítico e possibilita a democratização do conhecimento”, destaca.
A secretária reforça que a ciência deve contribuir para a inclusão e a transformação social, garantindo que o conhecimento alcance diferentes públicos.
Em Palmas, os laboratórios foram implantados nas escolas municipais de tempo integral Caroline Campelo, Daniel Batista, Eurídice Ferreira, Fidêncio Bogo e Padre Josimo Tavares. Com a estrutura instalada e as experiências desenvolvidas, o projeto deixa como perspectiva a continuidade das atividades pedagógicas e o fortalecimento da cultura científica e digital nas escolas participantes.
Para a secretária municipal da Educação de Palmas, Anice de Souza Moura, o projeto Meu Hub é Raipe aproxima os estudantes da ciência e da tecnologia por meio de experiências práticas e estimula a criação de soluções a partir das ideias dos próprios alunos.
“Mais do que aprender conceitos, nossos alunos têm a oportunidade de experimentar, pesquisar, desenvolver soluções e transformar ideias em projetos. E é muito significativo ver 50 estudantes, representantes dessas cinco escolas, compartilhando aquilo que construíram ao longo desse processo”, destaca.
A secretária também enfatiza a contribuição dos laboratórios makers para o futuro da educação pública. “Essa iniciativa reforça nosso compromisso com uma educação pública de qualidade, conectada aos desafios do presente e às oportunidades do futuro. Investir em ciência e tecnologia nas escolas é ampliar horizontes e preparar nossas crianças e adolescentes para serem protagonistas de suas próprias histórias”, afirma.
Serviço
Evento: Encerramento do projeto Meu Hub é Raipe
Data: 4 de novembro de 2026 (quarta-feira)
Horário: das 9h às 11h
Local: Auditório da Reitoria da UFT, em Palmas (TO)