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II Assembleia Eletiva da Arpit reúne povos indígenas no Território Apinajé
Nos dias 16 e 17 de janeiro, a Aldeia São José, localizada no Território Indígena Apinajé (TO), sediou a II Assembleia Eletiva da Articulação dos Povos Indígenas do Tocantins (Arpit). O encontro reuniu povos indígenas de diversas regiões do estado com o objetivo de fortalecer a organização política, promover o diálogo coletivo e eleger a nova diretoria responsável pela gestão da entidade no período de 2026 a 2030.
Durante a assembleia, foi eleita como secretária-geral a estudante do curso de Pedagogia Intercultural Indígena da Universidade Federal do Tocantins (UFT), câmpus Miracema, Renata Mandiru Javaé, reforçando a presença e o protagonismo de jovens indígenas na gestão e articulação dos movimentos sociais no Tocantins.
Para a estudante Renata Mandiru Javaé, eleita secretária-geral da Arpit, a eleição representa a força da política construída de forma coletiva entre os diferentes povos indígenas. “É muito importante termos a representatividade de cada povo e o fortalecimento dos povos originários do estado do Tocantins. Para mim, é um orgulho, como mulher indígena, fazer parte da diretoria da articulação dos povos indígenas do Tocantins”, afirmou.
Segundo ela, a responsabilidade do cargo reforça o compromisso com a luta pelos direitos dos povos indígenas. “Vou seguir na defesa dos direitos do nosso povo, fortalecendo a representatividade e as ações em prol dos povos originários. Nossas prioridades são a defesa do território, da cultura e a garantia dos direitos originários, além da reivindicação de políticas públicas que assegurem esses direitos”, destacou.
A nova Diretoria assume o compromisso de dar continuidade aos projetos da ARPIT, com destaque para a defesa dos direitos dos povos indígenas, a valorização dos territórios tradicionais, o fortalecimento das identidades culturais e a ampliação do diálogo com instituições públicas e organizações da sociedade civil.
De acordo com a coordenadora do curso de Pedagogia Intercultural Indígena da UFT, Profa. Luciane Silva de Souza, a eleição da estudante representa um avanço significativo. Segundo ela, a participação ativa de acadêmicos indígenas em espaços de decisão fortalece não apenas o curso e a universidade, mas principalmente os próprios povos indígenas.
“A II Assembleia Eletiva da Arpit é fundamental para o fortalecimento da organização política dos povos indígenas no Tocantins, pois representa um espaço legítimo de debate, articulação e tomada de decisões coletivas. A eleição de uma estudante do curso de Pedagogia Intercultural Indígena da UFT, Câmpus de Miracema, para a Secretaria-Geral da Arpit simboliza esse avanço e evidencia o protagonismo indígena, especialmente de mulheres em espaços de decisão, contribuindo para a formação de novas lideranças e o fortalecimento da luta por direitos territoriais, culturais e sociais”, destacou.
Confira a composição da Diretoria eleita da ARPIT (2026–2030)
Presidente: Antônio Marcos S. L. Karajá;
Vice-presidente: Edson Sikmowe;
1º Tesoureiro: Davi Wamimen Chavito Apinajé;
2º Tesoureiro: Ibederi Javaé;
Secretária-Geral: Renata Mandiru Javaé;
Diretor de Articulação: Natanael de Brito Karajá;
Suplente Geral: João Kwanha Xerente.