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Estudantes da UFT debatem patrimônio e desenvolvimento regional em atividades na cidade de Natividade
Conectar teoria às dinâmicas reais do estado, debruçando-se sobre temas como a valorização do patrimônio histórico-cultural, as desigualdades territoriais e o potencial da economia criativa, foi o objetivo central da ação que movimentou as ruas de Natividade (região Sudeste do Tocantins) em uma extensão da sala de aula. Sob a coordenação do professor Nilton Marques, a atividade acadêmica uniu estudantes de Economia Regional e Urbana e integrantes do Programa de Educação Tutorial (PET Economia) da Universidade Federal do Tocantins (UFT), no último sábado (23 de maio).
Imersão na tradição local
Fundada em 1756, Natividade carrega em sua arquitetura e relevo as marcas do ciclo do ouro do século XVIII. O grupo percorreu o centro histórico da cidade, reconhecido como um dos conjuntos arquitetônicos mais importantes do Tocantins, guiado por Jorge Suarte, representante da Secretaria Municipal de Turismo.
Durante a expedição, os 12 estudantes de graduação e pós-graduação visitaram marcos que revelam a complexidade socioeconômica da ocupação regional, incluindo:
O Centro Histórico: Casarios e monumentos que preservam a herança colonial e a memória da mineração.
O Santuário de Dona Romana: Espaço emblemático de espiritualidade, memória e identidade cultural da comunidade local.
A Festa do Divino Espírito Santo: Os alunos puderam acompanhar parte das celebrações da tradicional festividade religiosa, observando de perto como a cultura popular mobiliza a economia e atrai o turismo religioso.
Para o professor Nilton Marques, a viagem conectou a teoria da sala de aula à prática, mostrando como desenvolvimento regional, patrimônio e economia criativa se transformam em realidade.
“Natividade demonstra como cultura, memória, religiosidade e patrimônio histórico podem se transformar em ativos importantes para o desenvolvimento regional. A economia criativa surge justamente como alternativa capaz de gerar renda, fortalecer identidades locais e valorizar os territórios”, destacou.
Ensino, Pesquisa e Extensão
Além de analisar o processo histórico de mineração e a formação das desigualdades regionais que persistem no Tocantins, a atividade cumpriu o papel de integrar os três pilares da formação universitária: o ensino teórico, a pesquisa da realidade local e a extensão, que devolve o conhecimento produzido à sociedade.
Para os participantes, a experiência reforçou a importância de enxergar o patrimônio histórico e as identidades culturais não apenas como lembranças do passado, mas como elementos centrais para o fortalecimento econômico e social das comunidades do interior tocantinense.