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    Encontro de Saberes promove diálogo entre conhecimentos acadêmicos e populares
    UNIVERSIDADE E COMUNIDADE

    Encontro de Saberes promove diálogo entre conhecimentos acadêmicos e populares

    Evento destaca mestras e mestres de saberes tradicionais e amplia práticas educativas inclusivas

    Por  Daniel dos Santos  | Publicado em 31/10/2024 - 11:29  | Atualizado em 31/10/2024 - 13:39
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    Com três anos de existência, o Encontro de Saberes UFT promove, em novembro de 2024, uma série de módulos que buscam integrar saberes acadêmicos com os conhecimentos populares e tradicionais, valorizando perspectivas indígenas, quilombolas e de outras comunidades tradicionais. Este projeto, implementado pela Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Federal do Tocantins (UFT), segue o modelo da Rede Encontro de Saberes, em parceria com o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Inclusão no Ensino Superior e na Pesquisa (INCTI/UnB/CNPQ), na construção de currículos que considerem múltiplas epistemologias.

    Inscrições podem ser feitas aqui

    Coordenado pela professora Janaína Alexandra Capistrano da Costa, do curso de Ciências Sociais, o evento visa fomentar um espaço de intercâmbio entre a universidade e as comunidades locais, ampliando o entendimento de que o conhecimento acadêmico não está isolado, mas se entrelaça e se enriquece com as práticas e sabedorias tradicionais. "O processo de democratização do ensino superior no Brasil precisa ir além das cotas por vagas e contemplar também o intercâmbio permanente com o conhecimento produzido pela comunidade na qual a instituição está inserida", destaca a coordenadora.

    Colagem digital com fotos das oficineiras
    Colagem digital com fotos das oficineiras

    Em 2024, os módulos de ensino acontecem nos câmpus de Miracema, Palmas e Arraias, com carga horária de 30 horas cada e disponíveis para a curricularização da extensão. São abertos a toda a comunidade acadêmica e também ao público externo, com inscrição gratuita por formulário online. Ao longo do mês, o evento apresentará módulos que exploram saberes indígenas e quilombolas com participação de mestres e aprendizes dessas culturas.

    Confira a seguir as programações de cada módulo:

    Pedagogias do Cosmocerrado Vivo
    Mestra: Noemi da Mata de Brito Xerente
    Professor anfitrião: Odilon Rodrigues de Morais Neto (Pedagogia – Câmpus de Miracema)
    Datas: 04, 11, 18, 25 de novembro e 02 de dezembro
    Temas: Saberes Akwẽ na Escola, confecção de esteiras e cofos, artes e ofícios tradicionais.

    A mestra Noemi da Mata de Brito Xerente é cacica da aldeia Boa Vista, Mrãzawi, Terra Indígena Xerente, onde vive há mais de vinte anos. É licenciada em Educação Intercultural Indígena (UFG) e há trinta anos atua como educadora bilíngue em escolas Akwẽ Xerente. Atualmente trabalha no Warã - Centro de Ensino Médio Indígena Xerente (CEMIX). Além de educadora formal, é conhecida por sua maestria nas artes e ofícios tradicionais.

    A aprendiz de mestra Edite Smikidi é coordenadora pedagógica do Centro de Ensino Médio Indígena Xerente- CEMIX/ WARÃ, T.I. Xerente, Tocantinia-TO. Ela se graduou no Normal Superior pela Universidade Estadual do Tocantins (UNITINS) e também é licenciada em Pedagogia pela Faculdade Adelina Moura (FAADEMA). Se especializou em Culturas e História dos Povos Indígenas pela Universidade Federal do Tocantins (UFT) e defendeu o mestrado em Educação Escolar Indígena pela Universidade do Estado do Pará (UEPA). 

    Mulheres-Cabaça: Resguardos, Plantas e Corpos Mehin
    Mestra: Creuza Prumkwyj Krahô
    Professor anfitrião: André Demarchi (PPGCOM-UFT)
    Datas: 27 a 30 de novembro
    Temas: Formas de cura e resguardo, estética e corpo, produção ritual e artefatos krahô.

    Mestra Creuza Prumkwyj Krahô é Mestra e Educadora Indígena do Povo Krahô. Desde 2020, Cacica da aldeia Sol e professora da escola Pyjaka, na mesma aldeia, em Tocantins. Tem Mestrado em Sustentabilidade, Povos e Terras Tradicionais, pela UNB, e gosta muito de conversar sobre plantas, resguardos e as lutas das mulheres Krahô.

    A aprendiz Letícia Jokahkwyj Krahô é uma jovem liderança do povo Krahô, formada em História pela UFT e com mestrado em Antropologia pela UFG. Atualmente, é doutoranda em Antropologia na UFG e também presidente do conselho indígena do município de Goiatins (TO). Também é diretora financeira da associação Wyty-Catê e coordenadora da Universidade Krahô.

    Fazeres e Memórias Femininas das Folias do Vão de Almas
    Mestra: Natalina dos Santos Rosa (Dona Dainda)
    Professora anfitriã: Ana Cláudia Macedo Sampaio
    Datas: 12 a 15 de novembro
    Temas: Tradições culturais do Quilombo Kalunga, folias religiosas, oficinas e memórias comunitárias.

    Dona Dainda, assim conhecida no Quilombo dos kalunga, nome verdadeiro Natalina. Nascida e criada na comunidade kalunga Vão de Almas, ela desde criança começou a trabalhar na roça . Ela é mãe e também avó e bisavó. Nasceu numa época em que em nenhuma comunidade kalunga existia escola, então sua infância foi cuidar dos irmãos mais novos e na agricultura familiar com os pais. Ela é mestre da cultura popular e religiosa, dona de uma grande sabedoria ancestral da história desse povo que até hoje preserva sua identidade própria. Atua na luta dos moradores pela manutenção da identidade e defesa do território, pela memórias dos ancestrais, contribuindo no processo de governança, na manutenção dos saberes tradicionais

    Tuya Kalunga Graduada em Licenciatura em Educação do Campo, especialista na área de Língua Portuguesa aplicada ao ensino básico (UNB) e mestra em Sustentabilidade, povos e comunidades tradicionais pelo Mespt -UNB, liderança quilombola Kalunga, fundadora e coordenadora da Associação de Mulheres Kalunga de Monte Alegre de Goiás, atua como professora de escolas quilombolas no território Kalunga, foi coordenadora do EJA Programa de Educação de Jovens e Adultos pela a instituição Laso em convênio com o Banco do Brasil-BBEDUCAR, e Secretária de Igualdade Racial do município de Monte Alegre de Goiás.

    O evento contribui para a formação de um ambiente acadêmico em que a comunidade se reconhece e se identifica, ao mesmo tempo que enriquece a compreensão dos estudantes sobre a diversidade cultural e a riqueza de saberes que envolvem o Brasil. A professora Janaína Capistrano reforça a importância desse diálogo como um "instrumento para romper com preconceitos históricos, revelando que o conhecimento produzido pelas tradições é tão rigoroso e pertinente quanto o saber acadêmico".

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