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Agrotins 2026: UFT faz história com recorde de participação de expositores e foco em inovação
Entre os dias 12 e 16 de maio, a Universidade Federal do Tocantins (UFT) marcou presença na Agrotins 2026, naquela que foi considerada a sua maior participação de todos os tempos, apresentando uma proposta focada em inovação, diversificação e integração cultural. Coordenado pela Agência de Inovação da Universidade (Inovato), o estande institucional contou com 20 expositores de diversas áreas que interagiam entre si, evidenciando ao público que a produção acadêmica vai muito além do agronegócio tradicional.
Durante o evento, a estrutura contou com a presença de estudantes, pesquisadores, técnicos administrativos e empresários parceiros da instituição, unindo conhecimento, tecnologia e conexão com o agro. No dia 13 de maio, a reitora da UFT, professora Maria Santana, fez a abertura oficial do estande, que contou também com uma apresentação especial da Orquestra Sinfônica da Universidade.
Ao avaliar a relevância da feira, a reitora Maria Santana reforçou o posicionamento estratégico da Universidade:
“A Agrotins foi um espaço estratégico para integrar ciência, inovação e desenvolvimento regional. Estar ali reafirmou o compromisso da UFT com a pesquisa, a extensão e a formação de profissionais que impulsionam desde a agricultura familiar até o agronegócio sustentável. Mostramos o papel fundamental da universidade em gerar conhecimento e soluções que impactam diretamente a sociedade”, destacou.
O superintendente de inovação da Inovato, Kleber Abreu, explicou que o espaço da UFT foi projetado para ir além da exposição tradicional, oferecendo uma experiência imersiva que integra diferentes áreas e linguagens.
“Na Agrotins, quando a universidade aproxima pesquisa, empreendedorismo, agronegócio e manifestações culturais dentro de um evento dessa dimensão, ela fortalece três pilares essenciais: geração de conhecimento aplicado, desenvolvimento econômico e valorização da identidade regional. Isso cria um ambiente favorável para o surgimento de startups, transferência de tecnologia, qualificação de mão de obra e atração de investimentos. É tanto que tivemos, pela primeira vez, empresas que desenvolvem produtos e processos com a universidade. Além disso, a participação da UFT ampliou a percepção da sociedade sobre o papel estratégico da instituição no desenvolvimento do Tocantins, posicionando-a como ponte entre ciência, produção e transformação social. O resultado é o início da consolidação de um polo de inovação mais conectado com a realidade local, mas com potencial competitivo nacional”, afirmou Abreu.
Tecnologia, inovação e oficinas práticas
A UFT inseriu diversos projetos interativos em múltiplas áreas, como Tecnologia da Informação, Medicina e Alimentos, com destaque para as oficinas técnicas abertas ao público em geral.
Oficina técnica de drones e Impressão 3D.
Cozinha Show: Oficinas de manipulação de alimentos.
Aproximação com o Mercado: A Fundação de Apoio Científico e Tecnológico do Tocantins (Fapto) aproveitou o espaço para divulgar os produtos e serviços do seu Centro de Inovação (InovaFapto), estreitando laços com o setor produtivo.
Parcerias estratégicas e lançamentos
Um dos grandes momentos institucionais na feira ocorreu na sexta-feira (15), no estande da Embrapa Pesca e Aquicultura, com o lançamento do livro "O peixe vai à aula: receitas para a inserção do pescado na alimentação escolar".
Fruto de uma parceria direta entre a Embrapa e a UFT, o livro apresenta 12 receitas testadas e aprovadas por crianças, utilizando carne mecanicamente separada (CMS) de peixe, com o objetivo de incentivar a introdução dessa proteína no Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).
Extensão e sustentabilidade
Um dos destaques foram os projetos dos câmpus do interior também ganharam vitrine, como a apresentação do projeto Cultivo Sustentável no Quintal, desenvolvido no polo EAD de Cristalândia (Ciências Biológicas). A iniciativa ensina a comunidade a aproveitar canteiros suspensos ou pequenos espaços domésticos para a produção de alimentos livres de agrotóxicos e compostagem orgânica, focando em segurança alimentar e geração de renda.
Programação cultural
Para quebrar o clima estritamente corporativo do agronegócio, a UFT apostou forte na cultura regional dentro da feira. O estande contou com:
Apresentações da Orquestra da UFT (com repertório mais ritmado e secular);
Apresentação do grupo de dança de carimbó da UFT;
Intervenções do projeto Som das Águas.
A pró-reitora de Graduação da UFT, professora Valdirene de Jesus, também celebrou o sucesso do espaço e destacou o impacto do evento na formação acadêmica:
“Ficamos muito felizes em ocupar este ambiente de inovação dentro da Agrotins. Foi um momento estratégico para articular a universidade com a comunidade, permitindo que os nossos acadêmicos apresentassem os resultados de seus trabalhos e dialogassem diretamente com pesquisadores e com o público. Trouxemos para a feira o portfólio da graduação, mostrando que todos os nossos cursos e diversos grupos de pesquisa estavam presentes. O estande ficou movimentado o tempo todo, consolidando um momento de muito sucesso em que a UFT contribuiu diretamente com ciência, tecnologia e inovação para o desenvolvimento do Tocantins”, agradeceu.
A presidente da Associação Tocantinense de Startups, Luana Mazzacquati, que visitou o espaço da instituição, também enfatizou o papel da feira como ponto de convergência para o setor tecnológico:
“A Agrotins foi um evento muito importante para o ecossistema e para o nosso Estado, porque representou um momento de convergência onde vimos diferentes atores ocupando o mesmo espaço. Foi uma oportunidade ímpar para o setor produtivo se encontrar com a academia, que é a grande geradora de ciência, tecnologia e inovação. Juntos, eles puderam fechar negócios e criar novas tecnologias e oportunidades para o mercado”, avaliou.
O acadêmico de Engenharia de Alimentos, Vitor Sampaio, detalhou a relevância dos projetos práticos levados ao estande, que uniram extensão e pesquisa de ponta:
“Trouxemos dois segmentos que se complementam com os processos industriais alimentícios: as ações do Programa de Educação Tutorial (PET), sob a coordenação do professor Tarso, e as atividades do Laboratório de Análise Sensorial (LAS). Apresentamos todo o processamento de um insumo endêmico do Tocantins, o murici, reforçando nossa diretriz de sempre trabalhar com o que temos à disposição no Cerrado e na Amazônia. O espaço conseguiu contemplar a essência da Engenharia de Alimentos, com foco em processos, otimizações e desenvolvimento de produtos”, explicou.
O professor do curso de Administração da UFT, Romário Rocha do Nascimento, também destacou a relevância do ambiente para a formação mercadológica e acadêmica dos estudantes:
“Fiquei muito feliz em participar desse espaço de interação criado pela UFT, que cumpriu um papel fundamental ao aproximar nossos alunos da comunidade e de outros profissionais da área. Foi uma oportunidade ímpar para debatermos tecnologia, inovação tecnológica, pesquisa e extensão na prática. Só tenho a agradecer a oportunidade de vivenciar esse momento ao lado de grandes colegas da universidade”, ressaltou.