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XXII Semana Acadêmica de Letras debate decolonialidade, inteligência artificial e formação docente
Teve início nesta terça-feira, 20, no Auditório do Câmpus de Porto Nacional, a XXII Semana Acadêmica de Letras e o IV Seminário de Leitura e Produção Textual na Universidade. Com o tema “Vozes em Disputa: decolonialidade, inteligência artificial e formação docente em línguas e literaturas”, o evento segue até quinta-feira (22) com atividades voltadas aos desafios contemporâneos do ensino de línguas e literaturas.
Promovido pelo curso de Letras da UFT, o encontro reúne estudantes, professores, pesquisadores e convidados em uma programação que inclui palestras, mesas-redondas, oficinas, grupos de trabalho e apresentações culturais. A proposta é articular debates sobre diversidade cultural, valorização dos saberes tradicionais, impactos da inteligência artificial e perspectivas para a formação de professores.
A abertura oficial ocorreu na manhã desta terça-feira (20), com uma solenidade que reuniu representantes da gestão universitária, da Coordenação do curso, da organização do evento e dos estudantes. A mesa de honra foi composta pela diretora do Câmpus de Porto Nacional, professora Etiene Fabbrin Pires Oliveira; pelo coordenador do curso de Letras, professor Mario Ribeiro Morais; pelos coordenadores da XXII Semana Acadêmica de Letras, professora Marisa Souza Neres e professor Antônio Egno do Carmo Gomes; pela coordenadora do IV Seminário de Leitura e Produção Textual na Universidade, professora Dalve Oliveira Batista-Santos; pelo representante estudantil Samuel Pereira Rodrigues; e pela representante da Coordenação do Mestrado e Doutorado em Letras, professora Neila Nunes de Sousa.
Após a solenidade, foi realizada a palestra “Formação crítica de professoras de Língua Portuguesa para o Ensino Fundamental: perspectivas contracoloniais”, ministrada pelo professor doutor Wagner Rodrigues Silva, com mediação da professora doutora Dalve Oliveira Batista-Santos.
Além das atividades de abertura, houve grupos de trabalho no período da tarde. À noite, a programação inclui apresentação musical do professor Paulo Gaiger e a palestra “Reflexões sobre o impacto da IA no mercado editorial de livros didáticos”, ministrada por Talita Mochiute Cruz, editora sênior da área de Linguagens da Editora Moderna.
Saberes tradicionais e novas tecnologias
Um dos desafios da edição é aproximar as discussões sobre a valorização dos povos e das culturas tradicionais das transformações provocadas pelas novas tecnologias na educação.
Para o professor Antônio Egno do Carmo Gomes, um dos coordenadores da Semana Acadêmica, o evento ocorre em um momento importante para o curso de Letras, marcado pela ampliação do reconhecimento das culturas e dos povos tradicionais e pela crescente presença da inteligência artificial nos processos de ensino e aprendizagem.
“Estamos vivendo um momento histórico na valorização dos conhecimentos indígenas e quilombolas e a crescente presença dessas discussões na formação universitária. A proposta da Semana Acadêmica é estabelecer um diálogo entre essas transformações e os desafios enfrentados pelos futuros professores, especialmente diante da presença cada vez maior da inteligência artificial nos processos de ensino e aprendizagem”, destaca o professor.
A programação busca, assim, promover reflexões sobre como essas mudanças impactam o trabalho docente, a produção de conhecimento e as práticas de leitura e escrita, além de ampliar o espaço para diferentes perspectivas culturais e acadêmicas.
Formação acadêmica e troca de experiências
A Semana Acadêmica também representa uma oportunidade de integração entre estudantes da graduação e da pós-graduação, docentes e pesquisadores, estimulando o contato com diferentes áreas de investigação e possibilidades de atuação profissional.
Para o acadêmico Samuel Pereira Rodrigues, estudante de Letras – Língua Inglesa e do mestrado em Letras da UFT, o encontro contribui para ampliar conhecimentos e fortalecer a formação universitária.
“Esta é uma oportunidade de ampliar conhecimentos, compartilhar experiências e aprofundar discussões. As atividades possibilitam aos participantes conhecer diferentes áreas de investigação, identificar novos interesses e vislumbrar caminhos para o desenvolvimento de suas trajetórias acadêmicas e profissionais”, afirma.
Programação
Na quarta-feira, 21, um dos destaques será a mesa-redonda “Vozes em disputa: os indígenas na universidade e a formação docente”, com participação de Gustavo Kanokrã Xerente, Ingrid Mesquita Rodrigues, Marisa Souza Neres e Neila Nunes de Souza, sob mediação do professor Antônio Egno do Carmo Gomes.
O segundo dia também contará com oficinas sobre educação indígena, círculos restaurativos de leitura e utilização de inteligência artificial na pesquisa acadêmica. À noite, a professora Edilaine Buin apresentará a conferência “Ensino de leitura e escrita com IA: e agora?”.
Na quinta-feira, 22, as atividades abordarão a inteligência artificial no ensino de leitura e a literatura tocantinense. Entre os destaques estão a roda de conversa “Minha escrita”, com a escritora tocantinense Olívia Sarmento, e uma mesa-redonda dedicada aos estudos, às pesquisas e às tendências da literatura produzida no Tocantins.
O encerramento terá discussões sobre formação docente, internacionalização e decolonialidades, envolvendo experiências do Centro de Estudos Continuados em Letras, Linguística e Artes (CECLLA) e da Rede Andifes Idiomas sem Fronteiras. A programação prevê ainda a premiação do Concurso Literário Eli Pereira da Silva.