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UFT reforça compromisso com o debate ao assédio em campanha“Assédio não passa”
A Universidade Federal do Tocantins (UFT), como parte da campanha “Assédio não passa”, realizou uma palestra sobre o combate ao assédio moral, sexual e institucional na comunidade acadêmica. O encontro chamou atenção para práticas abusivas que muitas vezes passam despercebidas, mas deixam marcas na dignidade e na saúde emocional das vítimas. A palestra explicou que o assédio aparece de várias formas: humilhações, constrangimentos, pressões indevidas, comentários inapropriados ou abuso de poder. Reconhecer esses sinais é o primeiro passo para enfrentar o problema.
Especialistas reforçaram que o assédio não é um fato isolado, mas uma conduta repetitiva que envolve práticas que ferem e desrespeitam. Também destacaram que esses casos podem ocorrer em ambientes como a universidade, onde as relações são próximas e contínuas.
A Pró-Reitora de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas da UFT, Michelle Trombini Duarte, falou sobre a importância de promover ações como essa. “Cada discussão abre espaço para que vozes sejam ouvidas, histórias recebam acolhimento e ninguém enfrente o medo sozinho. Promover esse diálogo é afirmar que aqui o respeito importa e que cada pessoa importa. A UFT não é só um lugar de estudo e trabalho; é um espaço de vida, onde todos têm o direito de se sentir seguros, valoriz
Ambiente universitário
O ambiente universitário reúne hierarquias, convivência diária e diferentes experiências. Por isso, exige atenção redobrada para identificar comportamentos abusivos. O momento destacou que a responsabilidade de combater o assédio é coletiva. Cada pessoa deve evitar normalizar, silenciar ou ignorar situações que violem direitos. Outro ponto apresentado foi o impacto do assédio. Além de causar sofrimento emocional, ele prejudica o clima institucional, compromete o desempenho, reduz a confiança e enfraquece a missão da universidade. Diante disso, a UFT reforçou seus canais de denúncia.
No encerramento, a palestra fez um convite à construção de uma cultura ética, segura e humanizada. Uma cultura em que diálogo, respeito e empatia orientem as relações, e em que estudantes, servidores, gestores e comunidade reafirmem, de forma clara: assédio não passa.