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UFT realiza oficina sobre assédio moral e sexual com trabalhadoras terceirizadas em Porto Nacional
A Universidade Federal do Tocantins (UFT) realizou, na última terça-feira (3), no Câmpus de Porto Nacional, a Oficina sobre Assédio Moral e Sexual no Ambiente de Trabalho. A atividade reuniu 15 trabalhadoras terceirizadas da instituição e teve como objetivo promover a conscientização sobre essas formas de violência, orientar sobre os mecanismos de denúncia e fortalecer as ações de prevenção e enfrentamento ao assédio no ambiente universitário.
A iniciativa foi promovida pela Coordenação de Políticas de Gênero, Raça e Sexualidade, vinculada à Superintendência de Ações Afirmativas, Inclusão e Diversidade (Saaid) da UFT, e integra as atividades alusivas aos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher.
De acordo com a coordenadora, professora Liza Brasilio, a proposta é ampliar o debate sobre o tema e alcançar os diferentes segmentos da comunidade universitária. Além disso, ela pontuou que a oficina dá continuidade a uma discussão iniciada no semestre passado pela professora Graziela Reis, que desenvolveu atividades nos câmpus da UFT com estudantes e técnicas-administrativas.
“Um dos temas centrais da Coordenação de Políticas de Gênero, Raça e Sexualidade é o enfrentamento do assédio moral e sexual. Nosso ambiente de trabalho e de estudos precisa ser seguro, e a Universidade precisa garantir que ações violentas sejam denunciadas e apuradas com rigor”, destaca Liza.
A coordenadora ressalta que informar sobre os canais de denúncia e os grupos de acolhimento que estão sendo organizados na Universidade é fundamental para que as pessoas se sintam orientadas e seguras para relatar situações de violência.
Política institucional de enfrentamento ao assédio
Além das oficinas, o setor trabalha na elaboração de uma política institucional de prevenção e enfrentamento ao assédio moral e sexual na UFT. A proposta é construir o documento de forma coletiva, democrática e participativa, com a contribuição dos diferentes segmentos da comunidade universitária.
Como parte desse processo, está prevista para o dia 18 de novembro uma reunião destinada a promover o diálogo, ouvir contribuições e construir conjuntamente as diretrizes que deverão orientar a política institucional.
Outra frente de atuação envolve o trabalho conjunto com a Ouvidoria e a Comissão Permanente de Processo Administrativo Disciplinar (CPAD) para organizar informações sobre as denúncias recebidas e seus respectivos encaminhamentos e resultados. Segundo a coordenadora, a iniciativa busca ampliar a transparência e o conhecimento da comunidade acadêmica sobre a apuração das denúncias.
Oficinas nos câmpus
A oficina realizada em Porto Nacional é a primeira de uma série de atividades que a Coordenação de Políticas de Gênero, Raça e Sexualidade pretende desenvolver nos câmpus da UFT. A previsão é que, ainda neste ano, a ação seja realizada nas demais unidades da Universidade, ampliando o acesso à informação e às orientações sobre prevenção e enfrentamento ao assédio moral e sexual.