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UFT lança cartilha para orientar mulheres indígenas sobre direitos e enfrentamento às violências
A informação também pode ser uma forma de proteção. É a partir dessa perspectiva que a Universidade Federal do Tocantins (UFT) lançou a cartilha “UFT com as Mulheres Indígenas: Direitos, Proteção e Fortalecimento do Corpo-Território”, uma publicação voltada à orientação de mulheres indígenas sobre direitos, enfrentamento às violências e caminhos de apoio.
A iniciativa é da Superintendência de Ações Afirmativas, Inclusão e Diversidade (Saaid), por meio da Coordenação de Políticas para Povos Originários e Tradicionais (Copot). Elaborada a partir das realidades dos povos indígenas do Tocantins, a publicação também recebeu atenção especial em sua identidade visual, com ilustrações e elementos gráficos inspirados em referências, símbolos e características relacionadas às mulheres indígenas do Estado.
Mais do que reunir informações, a cartilha propõe um olhar que relaciona direitos, proteção, identidade, cultura, ancestralidade e território. O conceito de corpo-território ocupa lugar central na publicação e busca fortalecer o sentimento de pertencimento e a valorização das mulheres indígenas no espaço universitário.
Informação, acolhimento e afirmação
Para a superintendente de Ações Afirmativas, Fabiana Scoleso, a publicação representa uma ação de acolhimento e de afirmação institucional da Universidade.
“Este documento, construído em parceria com a nossa Coordenação de Políticas para Povos Originários e Tradicionais (Copot), não é apenas uma publicação informativa. Ela é um instrumento de luta, de acolhimento e de afirmação institucional. Quando falamos em proteger e fortalecer o corpo-território das mulheres indígenas, estamos reconhecendo que a existência, a ancestralidade e a segurança dessas mulheres são indissociáveis da defesa de suas identidades e de suas culturas.”
Segundo Fabiana, o lançamento, realizado no Câmpus de Porto Nacional, reforçou a importância do diálogo com estudantes, docentes e convidadas. A superintendente também destaca que a iniciativa está inserida em um conjunto de ações que vêm sendo desenvolvidas pela Saaid para fortalecer a inclusão e a permanência dos povos indígenas na Universidade.
Diálogo
A coordenadora da Copot, Ana Cláudia Cardoso, destaca que a construção do material buscou estabelecer uma relação direta com as experiências e realidades das mulheres indígenas do Tocantins.
“A cartilha foi construída com muito cuidado e com a preocupação de que ela realmente dialogasse com as mulheres indígenas do Tocantins. Nossa intenção foi produzir um material que não apenas informe sobre direitos e formas de proteção, mas que também faça com que as mulheres indígenas se reconheçam nele e percebam que seus saberes, suas histórias e seus territórios são reconhecidos e valorizados.”
Ana Cláudia também ressalta o papel das mulheres indígenas na própria construção da Universidade: “Porque as mulheres indígenas não estão apenas dentro da Universidade: elas também constroem, transformam e dão sentido à UFT. Reconhecer suas trajetórias, seus saberes e suas vozes é também reconhecer a própria Universidade em sua diversidade.”
Lançamento em Porto Nacional
A cartilha foi lançada no dia 10 de setembro, no Câmpus de Porto Nacional, durante a programação alusiva ao Dia Internacional da Mulher Indígena. O evento reuniu estudantes, docentes, servidoras e convidadas para momentos de diálogo sobre experiências, direitos e desafios das mulheres indígenas na Universidade.
Para a diretora do Câmpus de Porto Nacional, Etiene Frabbrin, receber o lançamento teve um significado especial para a unidade:
“Para o Campus de Porto Nacional foi muito importante receber o evento alusivo ao dia Internacional da Mulher indígena. O nosso Campus vem se estabelecendo como um Campus que vem promovendo ações de fortalecimento do público indígena e Quilombola a partir da promoção de políticas públicas inclusive de forma pioneira na Universidade Federal do Tocantins. então pra nós receber o evento foi uma grande honra e um momento de fortalecimento bem como discuta das demandas das mulheres indígenas”
A publicação está disponível em formato digital e reúne orientações sobre direitos das mulheres indígenas, diferentes formas de violência e mecanismos de proteção e apoio, com o objetivo de ampliar o acesso à informação e aos caminhos para buscar orientação e proteção.