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    Sociobio Amazônia: Pesquisadores reúnem artesãos e coletores de capim dourado em nova etapa de escuta no Jalapão

    Sociobio Amazônia: Pesquisadores reúnem artesãos e coletores de capim dourado em nova etapa de escuta no Jalapão

    Os encontros promovidos pela UFT seguem até 15 de outubro e buscam reunir conhecimentos das comunidades tradicionais para subsidiar pesquisa sobre a cadeia do capim dourado

    Por  Milena Botelho (Jornalista Fapto) | Edição: Virgínia Magrin |  | Publicado em 30/09/2026 - 13:00  | Atualizado em 30/09/2026 - 13:03
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    Pesquisadores do projeto Sociobio Amazônia, coordenado pela Universidade Federal do Tocantins (UFT), estão percorrendo municípios da região do Jalapão em uma nova etapa de trabalho de campo voltada à escuta de artesãos, coletores e representantes das comunidades que têm no capim dourado uma importante expressão cultural, social e econômica.

    A programação começou nesta terça-feira, 29, com um encontro realizado no auditório da Prefeitura de Lagoa do Tocantins. A atividade reuniu pesquisadores do projeto, representantes da comunidade e integrantes de associações ligadas ao artesanato tradicional do capim dourado. Entre os participantes estiveram o coordenador do Sociobio Amazônia, professor doutor Alex Pizzio, e a pesquisadora Aline Marinho Bailão Iglesias, juíza da Comarca de Novo Acordo, além de outros integrantes da equipe.

    A intenção dos encontros é promover um espaço de diálogo com quem vivencia diretamente a cadeia do capim dourado, permitindo que os conhecimentos, experiências e demandas das comunidades sejam incorporados à pesquisa.

    Escuta das comunidades

    Nesta quarta-feira, 30, a equipe estará em Santa Tereza do Tocantins, onde realizará um encontro com a comunidade no período da manhã, na Câmara Municipal. O momento dará continuidade do processo de escuta e levantamento de informações junto aos artesãos e coletores. A agenda de campo se encerra no dia 15 de outubro, em Ponte Alta do Tocantins, com uma reunião na sede da Associação dos Artesãos do município.

    Os encontros integram uma estratégia de pesquisa que valoriza a participação dos próprios sujeitos envolvidos na cadeia produtiva. A partir das informações compartilhadas pelas comunidades, os pesquisadores buscam compreender os desafios enfrentados pelos artesãos e contribuir para o fortalecimento das organizações locais.

    Proteção do artesanato

    Contribuir com as associações na construção de elementos que possam subsidiar processos de certificação e reconhecimento das peças produzidas na região a partir de práticas tradicionais está entre os objetivos da pesquisa.

    A proteção é considerada estratégica para os artesãos do Jalapão, especialmente diante da possibilidade de reprodução das peças por produtores externos que não participam da cadeia tradicional.

    Nesse contexto, a pesquisa busca reunir informações que ajudem a evidenciar a origem territorial, os modos de fazer e os conhecimentos construídos e transmitidos pelas comunidades ao longo das gerações.

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    Projeto Sociobio Amazônia - Fotos Divulgação (2).jpeg
    Projeto Sociobio Amazônia - Fotos Divulgação (3).jpeg

    Conhecimento tradicional

    Para a artesã Delvani Barros, presidente da Associação dos Artesãos em Capim Dourado (Areja), de Lagoa do Tocantins, a participação das comunidades é fundamental para que o conhecimento produzido pela pesquisa esteja conectado à realidade de quem trabalha diretamente com o capim dourado. “Mais uma vez, agradecemos pelo momento de partilha com os pesquisadores da UFT. Acreditamos no trabalho que eles estão realizando e estaremos sempre à disposição para contribuir”, disse a presidente.

    Segundo o coordenador do Sociobio Amazônia, professor doutor Alex Pizzio, o trabalho de campo é uma etapa fundamental para compreender a realidade dos territórios e construir a pesquisa a partir do diálogo com as comunidades. “Mais do que coletar informações, queremos compreender as diferentes etapas que envolvem o capim dourado, desde a coleta da matéria-prima até a produção e comercialização das peças artesanais, considerando também os conhecimentos tradicionais associados a esse fazer”, descreveu.


    Tags:  Pesquisa,  EXTENSÃO,  Palmas.  
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