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Roda de conversa na UFT discute representatividade e desafios da gestão feminina
Na última terça-feira (19), a força feminina esteve presente na roda de conversa realizada na Universidade Federal do Tocantins (UFT), no Câmpus de Porto Nacional. O tema abordado era sobre “A importância da Mulher nos Espaços de Poder”. A programação foi realizada em parceria entre a Universidade e o Tribunal Regional do Tocantins (TRE-TO), por meio do projeto +Mulher+Democracia.
A programação reuniu estudantes, professores, técnicos administrativos e a comunidade externa para se unirem num debate profundo sobre liderança feminina. O propósito do encontro foi de lançar luz sobre os desafios estruturais enfrentados por mulheres que ocupam cargos de tomada de decisão, seja no universo da política partidária, seja na gestão pública e institucional.
Liderança, desafios e formação profissional
Um dos pontos altos da noite foi o compartilhamento de dados científicos sobre a realidade tocantinense. A servidora do TRE-TO, Wagna Cristiane Ribeiro, que também atuou como mediadora do painel, apresentou trechos de sua tese de doutorado focada exatamente na representação política feminina no estado.
A pesquisa trouxe detalhes sobre a presença de mulheres em espaços como as câmaras de vereadores e a Assembleia Legislativa do Tocantins (Aleto), servindo como base empírica para evidenciar o longo caminho que ainda precisa ser percorrido para que haja paridade de gênero nos legislativos locais.
A mesa de debates também contou com a perspectiva jurídica e histórica da Juíza da 3ª Zona Eleitoral, Dra. Umbelina Lopes Pereira. A magistrada propôs uma reflexão comparativa entre o papel exercido pela mulher na sociedade atual e as amarras sociais do passado, destacando os avanços conquistados pelas lutas femininas e a persistência de barreiras invisíveis no Judiciário e em outras esferas de poder.
Representando o poder local, a Secretária Municipal da Mulher, Desenvolvimento e Juventude, Thayse Ribeiro, pontuou a relevância de políticas públicas municipais direcionadas ao fortalecimento e à proteção dos direitos das mulheres.
Pela ótica acadêmica, a diretora do Câmpus da UFT de Porto Nacional, Etiene Fabbrin, enriqueceu a discussão ao trazer o panorama da gestão universitária. Etiene compartilhou sua própria trajetória como docente e gestora, traçando um diagnóstico sobre o quadro atual de mulheres que lideram os rumos da universidade e a necessidade de incentivar novas lideranças no ambiente acadêmico.
Mulheres no poder
A participação do público transformou a roda de conversa em um verdadeiro fórum de debates. Estudantes e servidores da UFT intervieram ativamente, trazendo novos ângulos para a discussão. O público e as palestrantes convergiram na urgência de que os estudos e as ações práticas sobre mulheres no poder não fiquem restritos apenas ao recorte de gênero. Destacou-se a necessidade vital da interseccionalidade, incluindo o recorte de raça para compreender de forma realista as barreiras ainda mais profundas enfrentadas por mulheres negras e indígenas na busca por espaços de liderança e representatividade na sociedade atual.