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Política de inovação da UFT gera frutos com patente agrícola e combate à dengue
A Universidade Federal do Tocantins (UFT) obteve seu primeiro marco na consolidação de sua política de inovação e transferência de tecnologia. A universidade registrou o primeiro pagamento de royalties de sua história, em favor da exploração comercial de uma pesquisa acadêmica. Destacando para o licenciamento exclusivo do novo medicamento antiviral contra a dengue.
O progresso reforça a prática da compreensão científica desenvolvida nos laboratórios da instituição. Gerando impacto direto nos setores produtivo, saúde e agronegócio.
O marco dos royalties
O primeiro repasse financeiro à UFT é fruto do licenciamento da estirpe Bacillus subtilis UFT-Bs01, uma solução biológica voltada para a agricultura. A tecnologia foi desenvolvida pelo professor Dr. Aloísio Freitas Chagas Junior, do curso de Agronomia do Câmpus de Gurupi.
O montante arrecadado teve as despesas operacionais e administrativas deduzidas pela Fundação de Apoio Científico e Tecnológico do Tocantins (Fapto), em conformidade com a Lei de Inovação (Lei nº 10.973/2004) e a Política de Inovação da UFT (Resolução nº 72/2022-Consuni). Os recursos serão repartidos entre o inventor, como incentivo financeiro direto à pesquisa e à própria universidade, que reinvestirá a verba em ações de fomento à inovação.
Para a diretora de Transferência de Tecnologia da UFT, Ana Cláudia Macedo Sampaio, o momento histórico valida a utilidade social da universidade pública:
"Este repasse reafirma nosso compromisso com a valorização da pesquisa aplicada e o reconhecimento do trabalho dos nossos cientistas. A transferência de tecnologia é o motor que transforma o conhecimento gerado na universidade em soluções efetivas para a sociedade."
Assessora da área, Maria Joaquina Barbosa Goulart reforça que o processo garante segurança jurídica e estímulo à comunidade acadêmica:
"Seguimos rigorosamente os trâmites legais para garantir que a remuneração pela exploração da propriedade intelectual incentive continuamente a inovação e o empreendedorismo."
Parceria com a indústria farmacêutica contra a dengue
Paralelamente, a UFT avança na negociação de outro ativo biotecnológico de alto impacto. Foi publicado o Edital de Oferta Tecnológica para o licenciamento exclusivo da patente "Agente terapêutico à base de Peltastes peltatus com efeito antiviral" (INPI nº BR 10 2019 009101-0).
Criada pelos pesquisadores Raimundo Wagner de Souza Aguiar e Jaqueline Cibene Moreira Borges, a inovação utiliza extratos vegetais para criar formulações farmacêuticas (cápsulas, comprimidos e xaropes) direcionadas ao tratamento da dengue.