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Pesquisadora da UFT é homenageada em Feira de Ciências de escola municipal de Palmas
A ciência também pode começar na infância. Foi com essa proposta que a Escola Municipal Degraus do Saber, realizou, no dia 30 de setembro, a Feira de Ciências 2026, com o tema “Mulheres que fazem Ciência”. A iniciativa envolveu 16 turmas dos 1º e 2º anos do ensino fundamental e teve como uma das referências a trajetória da pesquisadora e professora da Universidade Federal do Tocantins (UFT), Glêndara Aparecida de Souza, que também esteve presente na programação e interagiu com os estudantes.
Para ela, a homenagem foi uma grande surpresa: “A gente, no dia a dia do laboratório, está tão focada nos resultados acadêmicos e na formação dos nossos estudantes que não tem noção da dimensão que o nosso trabalho alcança. Quando soube da homenagem, fiquei bastante emocionada. Dá uma renovada no ânimo e vontade de continuar trabalhando, especialmente porque ela aconteceu em uma Feira de Ciências com o tema ‘Mulheres na Ciência’", contou ela.
Além de Glêndara, os trabalhos desenvolvidos pelos alunos tiveram como inspiração as pesquisadoras Ane Alencar e Maria Tereza Piedade. A presença da pesquisadora da UFT durante o evento também proporcionou aos estudantes a oportunidade de conhecer uma mulher que atua diretamente na produção científica e possibilitou a aproximação entre a universidade e a educação básica.
Ao trabalhar com referências femininas da ciência, a feira também contribuiu para apresentar às crianças diferentes possibilidades de atuação na pesquisa e na produção do conhecimento. A proposta permitiu que os estudantes conhecessem trajetórias de pesquisadoras e, ao mesmo tempo, desenvolvessem atividades de investigação relacionadas a questões presentes no cotidiano.
"Representar mulheres que fazem ciência e que podem ser referência para as crianças, para o futuro e para a construção do nosso país foi muito gratificante. Espero continuar trabalhando para que nosso trabalho alcance ainda mais pessoas e fortaleça essa ponte entre a universidade e a sociedade”, pontuou ela.
A Feira
Durante a preparação, os estudantes realizaram pesquisas e atividades relacionadas aos temas estudados, com a participação das famílias. Entre os trabalhos apresentados estavam maquetes sobre os impactos das queimadas, cartazes e atividades de observação do ambiente, além da coleta de frutos característicos do Cerrado e da Amazônia.
A estudante Maria Laura Goes Cerqueira, de 6 anos, do 1º ano, pesquisou a atuação de Ane Alencar e os impactos do fogo na Amazônia e no Cerrado. Como parte da atividade, a turma visitou uma área de Palmas atingida por queimadas para observar as condições do solo e da vegetação.
Outro trabalho apresentado foi “Quando o Fogo Transforma o Solo”, desenvolvido pela estudante Ana Liz Falcão, também do 1º ano. As atividades permitiram que as crianças relacionassem os conteúdos estudados em sala de aula com situações observadas no próprio território.
Para a diretora da escola, Welma Milhomem, a participação da comunidade escolar foi importante para a realização da feira e para o desenvolvimento das atividades. Segundo ela, o contato com a investigação científica desde os primeiros anos pode estimular a curiosidade das crianças pelo conhecimento.
Fonte: Prefeitura de Palmas, por Iolete Marques