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    Capim Dourado: selo de origem pode proteger tradição e impulsionar desenvolvimento regional
    PESQUISA

    Capim Dourado: selo de origem pode proteger tradição e impulsionar desenvolvimento regional

    Pesquisadores do Projeto Sociobio Amazônia apoiam retomada da indicação geográfica do capim dourado

    Por  Milena Botelho (Assessoria Projeto Sociobio Amazônia | e Edição: Samuel Lima |  | Publicado em 13/04/2026 - 18:12  | Atualizado em 13/04/2026 - 18:19
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    O artesanato em capim dourado, símbolo cultural do Jalapão, no Tocantins, está no centro de uma relevante iniciativa que busca garantir proteção jurídica, valorização econômica e fortalecimento das comunidades tradicionais que mantêm viva essa prática secular. Trata-se da Indicação Geográfica (IG), criada em 2011 como selo de reconhecimento e exclusividade, que surge como um instrumento estratégico, embora ainda não tenha sido efetivamente implementada devido a entraves jurídicos e institucionais.

    Com a participação ativa de pesquisadores da Universidade Federal do Tocantins (UFT) em articulação com parceiros nacionais e internacionais, dentro do Projeto Sociobio Amazônia, uma nova etapa se inicia com o suporte técnico para que as próprias comunidades possam superar a burocracia e assumir o protagonismo na gestão de sua produção.

    No centro desse processo está a Associação dos Artesãos em Capim Dourado da Região do Jalapão (Areja), considerada o pilar jurídico da Indicação Geográfica. “Sem a associação ativa e regularizada, o selo não pode ser concedido às peças, o que abre espaço para falsificações e exploração indevida do nome “Jalapão” por produtores externos”, analisa a pesquisadora Aline Marinho Bailão Iglesias e juíza da comarca de Novo Acordo, situada na região do Jalapão.

    Reunião de pesquisadores com integrantes de comunidades, artesãos e lideranças locais (Foto: Divulgaçao)
    Reunião de pesquisadores com integrantes de comunidades, artesãos e lideranças locais (Foto: Divulgaçao)

    A pesquisadora que acompanha desde 2020, todo esse processo, conta que artesãos e lideranças locais avançaram na construção de uma solução coletiva.  “Após uma série de reuniões, foi definida uma chapa única para a nova diretoria e conselho fiscal da Areja. Neste momento, a escolha da nova diretora da associação será uma inovação que busca garantir a participação dos oito municípios que integram a associação, superando os desafios logísticos da região”, avalia a juíza lembrando que a eleição está marcada para o dia 18 de abril de 2026 e será realizada de forma on-line.

    Para o coordenador do Projeto Sociobio Amazônia, professor Alex Pizzio, a reativação da Areja e a implementação da IG prometem gerar impactos significativos. “Entre os principais benefícios estão a proteção contra a usurpação do nome da região, a valorização dos produtos, que podem alcançar aumento de 20% a 50% no preço final, o fortalecimento da fiscalização ambiental contra a coleta predatória e a preservação do legado cultural das comunidades, como as tradicionais artesãs de Mumbuca”, cita.

    Pizzio acredita que mais do que um processo técnico, o trabalho junto às comunidades tem revelado a importância da escuta e da construção de confiança. “Muitas artesãs relatam experiências anteriores com projetos que não tiveram continuidade, o que reforça a necessidade de uma atuação baseada em parceria e respeito aos saberes locais”, relata o professor.

    De acordo com a equipe de pesquisadores do Sociobio Amazônio, a intenção do projeto Sociobio Amazônia não é impor soluções, mas apoiar demandas já existentes, oferecendo ferramentas para que os próprios artesãos conduzam seu futuro. “O engajamento das lideranças locais e o consenso em torno da nova gestão da Areja demonstram que o caminho para o desenvolvimento regional passa, além de tudo, pelo fortalecimento comunitário”, observa a pesquisadora Aline Iglesias.

    Municípios participantes

    • Mateiros
    • São Félix do Tocantins
    • Ponte Alta do Tocantins
    • Novo Acordo
    • Lizarda
    • Rio Sono
    • Lagoa do Tocantins
    • Santa Tereza do Tocantins

    Associações que compõem a Areja

    • Associação dos Artesãos e Extrativistas do Povoado Mumbuca (Mateiros)
    • Associação Comunitária dos Artesãos e Pequenos Produtores de Mateiros (Mateiros)
    • Associação dos Extrativistas e Artesãos do Capim Dourado do Jalapão (Novo Acordo)
    • Associação de Novo Horizonte (Novo Acordo)
    • Associação dos Artesãos de Santa Tereza do Tocantins (Santa Tereza do Tocantins)
    • Associação dos Artesãos do Capim Dourado Ponte Altense (Ponte Alta do Tocantins)
    • Associação Comunitária dos Extrativistas, Artesãos e Pequenos Produtores do Povoado Prata (São Félix do Tocantins)
    • Associação Comunitária de Desenvolvimento de Lagoa do Tocantins (Lagoa do Tocantins)
    • Associação de Desenvolvimento Comunitário de Lizarda (Lizarda)
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    Tags:  Pesquisa,  Projeto Sociobio Amazônia,  Jalapão,  Amazônia,  Desenvolvimento Regional.  
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