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Câmpus de Palmas iniciará plano de arborização com espécies regionais a partir de julho
O Câmpus da UFT em Palmas iniciará, a partir de julho, um plano de arborização que prevê a substituição gradual de espécies atualmente existentes por árvores mais adequadas ao ambiente urbano e à infraestrutura universitária. A iniciativa integra um conjunto de ações voltadas à sustentabilidade, à segurança e à qualificação dos espaços de convivência da comunidade acadêmica.
Planejamento técnico e gestão compartilhada
A execução das atividades será conduzida pela Prefeitura Universitária (PU/UFT), acompanhada pela Coordenação de Infraestrutura do Câmpus de Palmas, após análise técnica, emissão de parecer e aprovação da Fundação de Meio Ambiente de Palmas (FMA). O trabalho também contará com o apoio do Grupo de Trabalho instituído pela Direção do Câmpus de Palmas, responsável por elaborar propostas de compensação ambiental e rearborização das áreas contempladas.
Substituição gradual dos jamelões
Entre as ações previstas na primeira etapa do plano está a supressão gradual de exemplares de jamelão (Syzygium cumini). A medida foi definida com base em avaliações técnicas que identificaram interferências da espécie na infraestrutura subterrânea do Câmpus, especialmente nas redes de água e esgoto. Levantamentos realizados pela Universidade apontam que as raízes dos jamelões têm provocado obstruções recorrentes nas tubulações, ocasionando danos estruturais, interrupções no funcionamento de banheiros e bebedouros, além de elevados custos de manutenção. A substituição da espécie também está alinhada às diretrizes do Decreto Municipal nº 2.876/2026, que classifica a espécie como imprópria para a arborização urbana e estabelece critérios para o manejo e a substituição para esses espaços.
Arborização para as futuras gerações
De acordo com o diretor do Câmpus de Palmas, professor Moisés de Souza Arantes Neto, a proposta busca conciliar responsabilidade ambiental, planejamento institucional e qualidade de vida para a comunidade acadêmica. “Nosso objetivo é promover uma renovação planejada da arborização, respeitando as características ambientais da região e fortalecendo o compromisso da Universidade com a sustentabilidade. Estamos trabalhando para ampliar a diversidade de espécies, valorizar a flora nativa, fortalecer a cobertura vegetal e garantir que as futuras gerações encontrem um câmpus cada vez mais acolhedor, equilibrado e ambientalmente qualificado. Além das ações de compensação ambiental previstas, teremos a oportunidade de implantar espécies mais adequadas ao ambiente universitário, capazes de oferecer conforto térmico, benefícios ecológicos e maior integração entre a infraestrutura do Câmpus e os espaços de convivência da comunidade acadêmica”, afirmou.
Valorização das espécies nativas
A expectativa é que o plano priorize espécies nativas do Cerrado e da Amazônia, favorecendo a adaptação às condições climáticas locais, a atração da fauna e a valorização da biodiversidade regional. Integrante do Grupo de Trabalho, o engenheiro agrônomo Leonardo Rocha Rodrigues destaca que a iniciativa representa uma oportunidade de qualificar ambientalmente os espaços da Universidade. “Estamos construindo uma proposta fundamentada em critérios técnicos, ambientais e paisagísticos. O objetivo é solucionar problemas estruturais já identificados e, ao mesmo tempo, promover a substituição por espécies mais adequadas ao contexto urbano, capazes de proporcionar sombra, conforto térmico, benefícios ecológicos e contribuir para o enriquecimento da diversidade vegetal do Câmpus”, explica.
Infraestrutura e planejamento de longo prazo
O coordenador da Coinfra, professor Kedson Raul de Souza Lima, ressalta que o trabalho envolve planejamento de longo prazo e compromisso com a melhoria dos espaços institucionais. “É um trabalho antigo, que envolve gestões anteriores e planos em prol da arborização como um patrimônio da Universidade e precisa ser planejada considerando aspectos ambientais, paisagísticos e de infraestrutura. Com as medidas, o Câmpus avança para uma configuração mais adequada às necessidades atuais, preservando os benefícios ambientais e fortalecendo a sustentabilidade institucional”, destacou.
Compensação ambiental e responsabilidade institucional
Segundo o prefeito universitário, João Batista Martins Teixeira, as ações estão sendo realizadas com base em critérios técnicos e em conformidade com a legislação ambiental vigente. O processo conta com autorização dos órgãos competentes e acompanhamento de profissionais durante sua execução. “Todo o processo está sendo conduzido em parceria com as instituições competentes, a gestão universitária e membros da comunidade acadêmica do Câmpus de Palmas, com acompanhamento técnico e observância da legislação ambiental”, esclareceu.
Participação da comunidade acadêmica
As propostas elaboradas também são apreciadas e adequadas democraticamente junto ao Conselho Diretor do Câmpus de Palmas (Condir Palmas). “Destacamos que todas as etapas do processo serão acompanhadas por ações de compensação ambiental e que as informações sobre as espécies selecionadas, cronogramas de plantio e demais atividades serão divulgadas à comunidade acadêmica ao longo dos próximos meses”, enfatizou o presidente do Condir, professor Moisés Neto.
Direção abre espaço para sugestões da comunidade
O diretor também convidou a comunidade acadêmica a participar do Grupo de Trabalho. servidores, estudantes e colaboradores que desejarem contribuir com sugestões de espécies nativas, propostas de plantio ou outras recomendações relacionadas à arborização e à sustentabilidade do Câmpus poderão se candidatar para composição do GT e/ou encaminhar suas contribuições à Direção do Câmpus de Palmas (e-mail: dirpalmas@uft.edu.br). Segundo o diretor, a participação da comunidade é fundamental para fortalecer o processo de planejamento e garantir que as ações reflitam as necessidades e expectativas dos diferentes segmentos da Universidade.