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    Núcleos de Pesquisa e ExtensãoObservatório de Pesquisas Aplicadas ao Jornalismo e ao Ensino (Opaje)
    Histórico/History/Historia

    Histórico/History/Historia

    O Observatório de Pesquisas Aplicadas ao Jornalismo e ao Ensino (Opaje) tem uma história em camadas, onde cada uma representa uma fase que continua em existência, apesar de outras serem desenvolvidas. É uma história construída "à muitas mãos", que entrelaçam vidas, vontades e perspectivas. Mas é também a história de pensamentos, projetos e atividades extensionistas. Um pouco desta riqueza você pode conhecer a seguir.

    O Observatório de Pesquisas Aplicadas ao Jornalismo e ao Ensino (Opaje) nasce como "Grupo de Pesquisa" no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq, Brasil) em dezembro de 2013 na grande área das Ciências Sociais Aplicadas/Comunicação. Inicialmente voltado para discussões e reflexões do ensino de Comunicação e Jornalismo o Grupo de Pesquisa Opaje/CNPq desenvolveu atividades de extensão e de pesquisas interdisciplinares. Porém a composição e organização como um grupo de pesquisa apresentava limitações que tornavam as ações do Opaje lentas e sujeitas a muitos trâmites para desenvolvimento. Para se desenvolver, o Opaje necessitava de mais autonomia organizacional.

    Dessa forma, em setembro-outubro de 2014, se iniciou o trâmite junto ao câmpus de Palmas para a nucleação. A proposta de criação do "Núcleo de Pesquisa e Extensão" como um organismo integrante da Universidade Federal do Tocantins (UFT), com propostas multi e interdisciplinares, destinado a coordenar e executar atividades de pesquisas,desenvolvimento (P&D), estudos e extensão na confluência em Comunicação e Educação e áreas afins foi aprovada pelos conselhos da UFT. Com a criação e institucionalização, os objetivos do Núcleo Opaje se ampliaram, assim como autonomia, passando a agregar o fortalecimento de grupos e linhas de pesquisa existentes nos Cursos no Campus de Palmas e demais campi da UFT, bem como agregar projetos, grupos e/ou núcleos de ensino, pesquisa e extensão que tenham interesse emcompartilhar objetivos, discussões e conhecimentos produzidos pelos grupos. Na prática passamos a ter "dois Opaje": um Grupo de Pesquisa/CNPq (ligado a atividades de graduação) e um Núcleo de Pesquisa e Extensão (que poderia agregar grupos de pesquisa, linhas de pesquisa, pesquisas, extensões, desenvolvimento (P&D), graduação e pós-graduação).

    Este novo formato, permitiu ao Observatório de Pesquisas Aplicadas ao Jornalismo e ao Ensino (Opaje) estar vinculado às Pró-Reitoria(s) de Ensino, Pesquisa e Extensão, tendo em vista que os estudos, ações e pesquisas por ele desenvolvidos se relacionavam de forma interdisciplinar com as atividades desse tripé. Isso também permitiu consolidar a autonomia e a criação de um Colegiado próprio, formado por seus pesquisadores efetivos e convidados (locais, nacionais e internacionais). Com essa autonomia, o Opaje pleitea e passa a integrar duas redes importantes: a Rede Nacional de Observatórios de Imprensa (RENOI) (2014-atual) e a Rede Internacional de Pesquisadores sobre Bolonha (REBOL) (2014-atual).

    Uma nova camada se alinhou em 2015. Por meio da Resolução CONSEPE n° 5/2014 foi estabelecida a possibilidade de criação de Institutos Intercampus de Pesquisa e Extensão no âmbito da Universidade Federal do Tocantins. O Opaje agrega parceiros e propõe a criação de um Instituto de Pesquisa. Por meio da Resolução n° 29 de 19 de novembro de 2015 foi criado e implantado o Instituto de Pesquisa e Extensão Comunicação, Linguagens e Sociedade (Ipex-Colis), ficando a presidência com o Opaje. O ano de 2015 também marcou um importante passo acadêmico: a criação da principal publicação do Opaje, a Revista Observatório. A Revista Observatório (ISSN nº 2447-4266) foi criada em março de 2015, como um periódico quadrimestral conjunto entre o Núcleo de Pesquisa e Extensão Observatório de Pesquisas Aplicadas ao Jornalismo e ao Ensino (OPAJE) da Universidade Federal do Tocantins (UFT), campus Palmas, e o Grupo de Pesquisa em Democracia e Gestão Social/ GEDGS da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP), campus Tupã. A Revista Observatório fez sua primeira chamada em abril de 2015 para o número 1.  

    Vencidas as etapas de estruturação e maior autonomia, o Opaje se debruçou sobre a criação de sua primeira pós-graduação em Comunicação Social. A Especialização em Ensino de Comunicação/Jornalismo: Temas Contemporâneos foi aprovada pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CONSEPE-UFT) em 04.09.2015, conforme certidão n° 1323/2015. A primeira turma foi iniciada em 2015 e, uma segunda, em 2016. Neste meio tempo, o Opaje participou da criação do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Sociedade (PPGCom), mestrado acadêmico, integrando-se as linhas do programa e professores pesquisadores assumindo suas atividades de gestão em diversos momentos. Essa maior proximidade com o programa permaneceu até 2021, quando os pesquisadores do Opaje se desvincularam.

    Entre os anos de 2015-2016, o Opaje começa a aproximação com as discussões tecnológicas e inicia sua segunda especialização, a Especialização em Gestão Estratégica da Inovação e Política de Ciência e Tecnologia (C&T), criada pela Resolução CONSEPE n° 13/2016, de 16 de agosto de 2016. Esta segunda especialização ampliou o escopo de entendimento dos pesquisadores para questões mais interdisciplinares e de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), que gerou patentes e registros de softwares com diversos membros do Núcleo. Também começamos os diálogos com a Associação Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia (FORTEC) para criação de um ponto focal para recebimento do Programa de Pós-Graduação em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para a Inovação (PROFNIT), mestrado profissional em rede. Uma comissão foi criada e a presidência coube ao Opaje que assumiu a condução e criação do projeto na UFT. A consolidação destes esforços veio no segundo semestre de 2018 com a entrada da primeira turma. Professores pesquisadores do Opaje assumiram as atividades de gestão do Profnit em diversos momentos até 2022, desvinculando-se totalmente do programa em 2024.

    Em 2017, o Opaje se encontrava com duas especializações (lato sensu) em andamento, um programa de mestrado (stricto sensu) em parceria e mais um programa (stricto sensu) em planejamento. O Núcleo (e, por conseguinte, o Grupo de Pesquisa) alcançou a marca de mais de 20 pesquisadores e 150 alunos participantes com vínculo ativo. Um alinhamento de entendimento da Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação (Propesq-UFT) redirecionou, mais um vez, as atividades do Opaje. Pelo entendimento, um grupo não poderia ultrapassar a marca dos 10 pesquisadores, sendo necessário a criação de um outro. Dessa forma, os pesquisadores do Opaje se debruçaram nesse dilema, que veio a se tornar uma oportunidade de replanejamento. Como o Núcleo (e, por conseguinte, o Grupo de Pesquisa) possuía três grandes linhas de pesquisa, se optou por tornar cada linha um grupo específico, sendo: 1. Comunicação/Jornalismo e seu ensino; 2. História, Biblioteconomia e Museologia; e 3. As Tecnologias e P&D. No primeira parte do planejamento previsto, foram desmembradas as duas primeiras linhas, gerando a criação de um novo grupo de pesquisa "irmão", o Grupo de Pesquisa/CNPq Informação, Comunicação e Memória (INFO). Inicialmente o grupo seria conduzido no mesmo formato de gestão do Opaje, sendo posteriormente liderado e conduzido por outros pesquisadores. Porém esbarramos nos mesmos impeditivos de autonomia que levaram o Opaje a criar seu núcleo. O caminho adotado foi semelhante: por meio da Resolução CONSEPE n°26/2017, aprovado pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão em 06 dedezembro de 2017, foi criado o segundo núcleo, o Núcleo de Pesquisa, Ensino e Extensão:“Informação, Comunicação e Memória (INFO). Em face da complexidade desta "nova camada" sob a gestão da mesma equipe do Opaje, mas com pesquisadores plenos e em formação diferentes, se optou por não iniciar a criação da terceira linha como grupo de pesquisa.

    Ainda em 2017, o Opaje compôs a criação de uma nova rede, voltada para questões mais culturais e sociais, com foco nas comunidades tradionais e povos originários: a RedeCT - Rede Internacional de Pesquisadores sobre Povos Originários e Comunidades Tradicionais. Ao Opaje coube a vice-coordenação geral da rede que culminou em 2024, quando por conta da reestruturação organizacional, a rede assumiu um novo formato, cabendo um novo papel, a vice-coordenação científica.

    Em 2018, o opaje centrou seus esforços em consolidar a Revista Observatório iniciando mudanças em seu processo de editoria. A primeira e mais visível foi a adoção de capas artísticas que passaram a ser vistas também como peças criativas, com autoria; a segunda e importantíssima, a revista ciente de seu papel como parte importante do processo de divulgação científica, visando garantir a máxima publicização em acesso aberto dos artigos publicados, assume como pilares de seu trabalho a partir de 2018: a) Para Metadados bibliográficos: disponibilização de DOI (Digital Object Identifier), ORCIDs (Open Researcher and Contributor ID), a data de publicação e o título; b) Inclusão de Metadados semânticos: disponibilização não apenas dos metadados simples (informação sobre um artigo). A revista se preocupa com o enriquecimento semântico,  criando camadas de informação, por meio dos resumos, palavras-chave, infografias e releases jornalísticos de divulgação. Estes metadados “enriquecidos” retornam buscas mais precisas e potencializam os artigos publicados; c) Foco na Granularidade: a informação presente dentro do artigo é potencializada (infografias e releases jornalísticos de divulgação). Essa mudança inicia com os números de 2018, mas também foi adicionada em todas as produção para os demais números de 2015-2017. Terceira mudança: começando pelo número 1, uma seção foi criada: a Seção Visualidades. A nova seção focou em receber documentários (curta e médio), imagens e peças visuais (ensaios fotográficos, vídeos, animações, instalações, pintura, etc.) que abordem as dimensões socioculturais dos processos de produção, veiculação e recepção da comunicação, da construção e da análise do sentido do jornalismo, da sociedade e da educação, focando conteúdos e também aspectos formais, assim como seus aspectos econômicos, históricos, sociais e educacionais, a formulação e o fluxo de políticas públicas e privadas de formação, informação e comunicação. Do ponto de vista da sustentabilidade, além do apoio financeiro da Universidade Federal do Tocantins (UFT), por meio do financiamento dos DOIs, também houve o apoio financeiro da Pró-Reitoria de Pesquisa (PROPE/UNESP) por meio Edital de Apoio financeiro a revistas da UNESP 2018. Também foi o ano em que diversos pesquisadores do Opaje estiveram em mobilidade acadêmica em pós-doc e/ou professor visitante em países latinos e europeus, gerando produções e participações significativas para o núcleo.

    • 2019 - REDE AMLAT - Comunicação, Cidadania e Integração na América Latina

    • 2020 - RNCD - Rede Nacional de Combate à Desinformação

    • 2023 - FELAFACS - federacion


    Tags:  Opaje,  Núcleos.  
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