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Projeto de extensão da UFT integra programação do Espaço Brasil na COP15 das Espécies Migratórias
Em um esforço inter e multidisciplinar que conecta saberes e fortalece o compromisso institucional com a sustentabilidade, a Universidade Federal do Tocantins (UFT) marca presença na preparação para a 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias.
A COP15 da Convenção sobre Espécies Migratórias, que ocorrerá em março de 2026 em Campo Grande, é um encontro internacional promovido pela Organização das Nações Unidas (ONU) voltado à proteção de animais silvestres que cruzam fronteiras internacionais, como aves, mamíferos, peixes e insetos.
A conferência reunirá representantes de 133 países para discutir metas de conservação, proteger rotas e habitats e promover a conectividade ecológica necessária para a sobrevivência dessas espécies. Ao sediar o evento, o Brasil assume papel de destaque na articulação entre ciência, políticas públicas e participação social.
Nesse contexto, o Espaço Brasil, inserido na Zona Azul da COP15, reúne iniciativas voltadas à conservação, educação ambiental e valorização de povos e comunidades tradicionais,
O projeto “Pré-COP15: Diálogos e Passarinhadas”, interligado ao projeto de extensão “Vem Passarinhar TO com os ODS”, foi selecionado para compor a programação oficial do Espaço Brasil Blue Zone durante o evento.
Coordenado pela professora Simone Mamede, do curso de Licenciatura em Educação do Campo, do Câmpus de Arraias, o projeto reúne diferentes áreas do conhecimento, como Educação do Campo, Direito, Biologia, Turismo, Geografia e História. A proposta promove diálogos comunitários, ações de ciência cidadã e atividades de observação de aves, fortalecendo o papel da Universidade na construção de conhecimento voltado à conservação ambiental.
A iniciativa se destaca pela abordagem multidisciplinar e pelo papel integrador da extensão universitária, superando os limites federativos ao envolver não apenas o Tocantins, mas também diversos estados e coletivos que fazem da observação de aves uma prática naturalista, educativa, capilarizante e transformadora.
A equipe da UFT reúne docentes de diferentes áreas: Simone Mamede e Fernanda Maria Macahíba (Educação do Campo), Betina Oliveira Sardinha (Direito), Alice Amaral (Turismo), Rosane Balsan (Geografia, Câmpus de Porto Nacional) e Renata Acácio (Biologia – representante do Conselho Regional de Biologia - 4ª Região).
Além das professoras da UFT, o projeto conta com a participação de docentes de outras universidades e observadores de aves de diferentes instituições, entre eles as professoras Suzana Arakaki e Maristela Benites, da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (Uems), o professor Thiago Vernaschi Vieira da Costa, da Universidade Federal de Itajubá (Unifei), e o pesquisador Mario Cohn-Haft, do Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa).
Também integram a iniciativa pesquisadoras do coletivo Ornitomulheres, como Silene Aires, Karen Dultra e Karlla Barbosa, além de representantes de clubes de observadores de aves brasileiros, acadêmicos de diversas áreas do conhecimento e membros da comunidade.
Para a professora Rosane Balsan, do curso de Geografia, a participação no evento internacional representa um marco no fortalecimento do compromisso socioambiental. “A Geografia, na perspectiva do Turismo, contribui para o turismo de observação de aves ao analisar rotas, habitats e impactos ambientais, promovendo experiências sustentáveis. Reafirmamos o papel da Geografia na articulação entre território, sociedade e natureza”.
Já a professora Alice Amaral, do curso de Turismo, vê nas chamadas “passarinhadas” uma importante ferramenta pedagógica para a formação acadêmica, aproximando teoria e prática e ampliando o olhar dos futuros profissionais para o potencial do ecoturismo e para a responsabilidade socioambiental.
A proposta se desenvolve em duas frentes complementares: os “Diálogos”, voltados à produção de conteúdos técnicos acessíveis e à promoção de debates comunitários sobre conservação ambiental, e as “Passarinhadas”, atividades de observação de aves que funcionam como ferramenta pedagógica e científica para o monitoramento participativo e a sensibilização sobre a importância das espécies migratórias.