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Programa de Formação Docente Continuada (Profor) promove minicurso sobre inclusão no Câmpus de Palmas
O Programa de Formação Docente Continuada (Profor) iniciou a edição de 2026 na última segunda-feira (02). Na tarde de terça-feira (3), a programação contou com a participação da professora Janaina Soares, da Universidade de Brasília (UnB), que ministrou o minicurso “Inclusão, diversidade e os silêncios que ainda produzem evasão”, no Câmpus de Palmas, na Sala dos Conselhos. A Pró-Reitoria de Graduação (Prograd) e a Pró-Reitoria de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas (Propessoas) promovem a iniciativa para qualificar o trabalho pedagógico dos docentes da instituição.
Janaina Soares define o minicurso como o início de um letramento contínuo. Segundo a professora, a universidade herdou temas tratados como tabu, mas o cenário atual exige atenção às relações étnico-raciais e à diversidade dos estudantes. Para ela, professores e técnicos precisam conhecer melhor a comunidade acadêmica e aprimorar a abordagem em sala de aula.
“A universidade deve conectar os saberes dos territórios aos saberes científicos. É um convite para compreender a neurodiversidade, os estudantes negros e indígenas e construir um ambiente de acolhimento, não de hostilidade”, afirmou Janaina.
A professora Núbia Santos participou da formação e destacou que a inclusão envolve, além de pessoas neurodivergentes e grupos étnicos, estudantes em vulnerabilidade socioeconômica. Segundo ela, esse público precisa de assistência integral, como moradia, transporte e alimentação, além do apoio pedagógico. Para Núbia, o foco é o pertencimento; o estudante deve conhecer seus direitos e ocupar o espaço universitário.
Sobre a troca entre diferentes áreas, a docente reforçou o papel coletivo dos encontros. “Eles mostram que a angústia não é individual, mas social. Aprendemos a ouvir com sensibilidade para que o acolhimento deixe de ser discurso e vire prática. São momentos para dialogar e rever posturas”, concluiu.