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Professora da UFT participa do Avistar Brasil e destaca ciência cidadã na conservação da biodiversidade
Entre os dias 15 e 17 de maio, o Jardim Botânico de São Paulo sediou a 20ª edição do Avistar Brasil, considerado o mais tradicional encontro de observação de aves e natureza do país. A programação reuniu atividades integradas como o Fórum de Educação Ambiental, o Fórum de Turismo de Observação da Vida Silvestre (TOVS) e o Simpósio do Conselho Regional de Biologia (CRBio 01).
Representando a UFT, a professora Simone Mamede, do curso de Licenciatura em Educação do Campo, participou de diferentes atividades do evento, levando experiências desenvolvidas no Tocantins e reforçando o papel da universidade pública na promoção da sustentabilidade e da ciência cidadã.
No Fórum de Educação Ambiental Observai Avistar, a docente ministrou a palestra “Etnobiodiversidade e educação ambiental através da observação de aves em escolas quilombolas Kalunga”. Na apresentação, Simone compartilhou metodologias que articulam saberes tradicionais e práticas de observação de aves e da natureza como instrumentos pedagógicos em comunidades quilombolas.
Em seguida, a professora integrou a mesa-redonda “Entre voos e acordos: legado da COP 15”, espaço em que apresentou os resultados do projeto de extensão “Pré-COP 15: diálogos e passarinhadas”. A iniciativa destacou a importância da ciência cidadã no monitoramento e na conservação da biodiversidade, evidenciando como a participação social pode contribuir para a construção de políticas ambientais.
No Fórum TOVS, Simone Mamede conduziu a mesa-redonda “Observação da Vida Silvestre em Unidades de Conservação do Brasil”. O debate reuniu representantes de instituições ligadas ao meio ambiente e ao turismo, entre eles o diretor do Departamento de Educação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Marcos Sorrentino, além de integrantes do Ministério do Turismo, IBAMA, ICMBio e organizações não governamentais.
A discussão abordou experiências, avanços e desafios relacionados à integração entre poder público, iniciativa privada e sociedade civil na formulação de políticas públicas voltadas ao uso sustentável das unidades de conservação e à valorização das comunidades tradicionais e do entorno desses territórios.
No Simpósio do Conselho de Biologia, a professora também apresentou resultados da iniciativa de ciência cidadã Bioaves, atividade voltada ao mapeamento da avifauna e à valorização da atuação profissional dos biólogos.
Ao longo da participação no evento, Simone destacou a contribuição da Licenciatura em Educação do Campo da UFT para os processos de educação ambiental voltados à sustentabilidade.
“Formar educadores e educadoras que compreendam a relação entre povos do campo, florestas e águas com a biodiversidade local é fundamental para que as próximas gerações não apenas observem as aves, mas também se reconheçam como parte integrante e ativa desses territórios”, afirmou.
Com atuação consolidada na articulação entre ensino, extensão e políticas ambientais, a participação da UFT no Avistar Brasil reforça o protagonismo da universidade pública na aproximação entre conhecimento científico, comunidades tradicionais e debates socioambientais contemporâneos.