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Passarinhada reúne participantes de diferentes gerações durante Seminário Internacional da Escola de Verão do Futuro Edgar Morin
Cerca de 30 pessoas, entre crianças, jovens e adultos, participaram da atividade "Passarinhada com os ODS", realizada no dia 4 de junho, na área verde do Câmpus de Palmas. A ação integrou a programação do Seminário Internacional da Escola de Verão do Futuro Edgar Morin e foi conduzida pelas professoras Simone Mamede, do Câmpus de Arraias; e Maristela Benites, da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) e do Instituto Mamede.
A atividade consistiu em uma saída para observação de aves livres e da biodiversidade local, promovendo a interação entre participantes de diferentes faixas etárias e nacionalidades. Durante a passarinhada, foram registradas 36 espécies de aves, incluindo espécies endêmicas do Cerrado e aves migratórias.
De acordo com a professora Simone Mamede, integrante da Comissão dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), a observação de aves favorece experiências de conexão com a natureza e contribui para ampliar a compreensão sobre a interdependência entre os diferentes elementos que compõem os ecossistemas. Segundo ela, a prática estimula inicialmente a percepção sensorial dos participantes e, posteriormente, o conhecimento sobre as espécies observadas e suas relações com a água, o solo, a vegetação e outros componentes da biodiversidade.
Ainda conforme relatado por Simone Mamede, a atividade dialoga com princípios da teoria da complexidade, de Edgar Morin, ao incentivar uma visão integrada dos fenômenos ambientais e do papel do ser humano nessa rede de relações. A professora também destaca a importância de iniciativas que promovam experiências coletivas e imersivas na natureza como forma de fortalecer o sentimento de pertencimento, o encantamento e o compromisso com a sustentabilidade.
A valorização da vegetação nativa também foi apontada durante a atividade como um elemento importante para a conservação da biodiversidade e para a manutenção de condições ambientais favoráveis. Segundo o relato encaminhado pela professora, a proteção desses ambientes contribui para a presença de diferentes espécies de aves e para a melhoria do clima local.
Participante da passarinhada, Jozafá, da Pró-Reitoria de Extensão, Cultura e Assuntos Comunitários (Proex/UFT), destacou que iniciativas como o projeto “Vem Passarinhar TO com os ODS” contribuem para a educação ambiental, a divulgação científica e a reflexão sobre a relação entre sociedade e natureza.
A bióloga Renata Acácio, do Conselho Regional de Biologia da 4ª Região (CRBio-04), ressaltou a relevância educativa da atividade ao reunir pessoas em torno da conservação da biodiversidade e da integração de diferentes saberes. Já a engenheira florestal Yanna Fernanda destacou que a iniciativa contribui para o conhecimento das espécies e para a promoção de experiências positivas de convivência com a natureza.
O professor Marcos Sorrentino, que participou da programação do seminário, reforçou a importância da disseminação de ações voltadas à contemplação da biodiversidade como oportunidade para refletir sobre a vida e a relação das pessoas com os ambientes naturais. Para a professora Maristela Benites, passarinhar é uma atividade que promove alegria, bem-estar, integração, interação e aprendizagem.
Durante o evento também foi realizado o sorteio do “Álbum das Aves do Território Kalunga”, material educativo produzido a partir da experiência de etnopassarinhar junto à comunidade Kalunga. O álbum reúne fotografias das aves da região e apresenta seus nomes populares, vernáculos e científicos, buscando valorizar o diálogo entre conhecimentos tradicionais e científicos. Segundo os organizadores, o material já vem sendo utilizado experimentalmente em escolas do território quilombola como recurso de apoio às atividades pedagógicas.