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Mesa-redonda sobre violência obstétrica reúne mais de 100 participantes no Câmpus de Palmas
O Câmpus de Palmas sediou a mesa-redonda “Violência Obstétrica: Saúde, Justiça e Políticas Públicas em Debate”, organizada pelo Nexo Governamental XI de Agosto em parceria com o Centro Acadêmico de Direito, o Grupo de Extensão Teoria e Prática Humanizada em Direito e Gênero e a Liga Acadêmica de Ginecologia e Obstetrícia. O encontro reuniu mais de 100 participantes no auditório do Bloco C, fortalecendo o debate sobre os direitos das mulheres e a humanização do parto, o evento foi realizado na última sexta-feira, 14 de novembro.
A atividade integrou a programação do Mês de Combate à Violência Obstétrica e marcou a primeira ação oficial do Nexo Governamental no Tocantins. Durante o evento, foi lançado o Anteprojeto de Lei que institui o Estatuto de Proteção às Gestantes, Parturientes e Puérperas, elaborado pelo grupo e que será apresentado ao Congresso Nacional.
O debate reuniu especialistas de diferentes áreas. A vereadora e militante Luciely Oliveira, que abordou o papel da política na defesa dos direitos das mulheres, destacou a urgência de enfrentar práticas abusivas ainda naturalizadas nos serviços de saúde. A professora e enfermeira obstétrica Christine Ranier apresentou um panorama técnico e sensível sobre cuidado, humanização, violências e amamentação.
A acadêmica de Direito Adrielly Joana Ferreira trouxe uma análise jurídica baseada em pesquisas e decisões da Corte Interamericana de Direitos Humanos, reforçando que a violência obstétrica configura grave violação de direitos. A mediação foi conduzida pela professora Graziela Reis, que integrou perspectivas da saúde e do direito para aprofundar o debate.
Para Matheus Dutra, representante da Região Norte do Nexo Governamental, o evento consolidou um avanço significativo no estado. “A mesa-redonda foi um marco. Reunimos especialistas para discutir a violência obstétrica com seriedade, respeito e compromisso. O objetivo é fortalecer a proteção às mulheres e construir caminhos para garantir um parto digno e humanizado.”
A discussão mobilizou também estudantes e entidades acadêmicas. Maria Clara Pachêco, do Departamento de Marketing do Centro Acadêmico de Direito, destacou a importância de dar visibilidade ao tema. “Falar sobre violência obstétrica é expor um abuso ainda naturalizado. Essas práticas não são cuidados, mas violações que exigem enfrentamento imediato.”
Talyta Abreu, presidente da Liga Acadêmica de Ginecologia e Obstetrícia, reforçou a relevância da pauta na formação em saúde. “Discutir esse tema significa preparar profissionais mais sensíveis, éticos e comprometidos com um parto humanizado.”
Encerrando a mesa, a professora Graziela Reis ressaltou a gravidade da situação. “Infelizmente, as mulheres, ao buscar garantir seus direitos sexuais e reprodutivos, se deparam frequentemente com a violência obstétrica. O Brasil apresenta índices preocupantes e já foi denunciado internacionalmente. A reflexão é urgente.”