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Projeto de extensão do Câmpus de Miracema promove debate sobre drogas em escola indígena Xerente
Estudantes e professores do curso de Serviço Social do Câmpus de Miracema da Universidade Federal do Tocantins (UFT) desenvolveram, nos dias 9 e 23 de junho, atividades de debate sobre drogas lícitas e ilícitas com estudantes do Centro de Ensino Médio Indígena Xerente (CEMIX-Warã), localizado na Aldeia Centro, em Tocantínia (TO). A ação integra o projeto de extensão Territórios em Debate: Serviço Social, Escola Indígena e Temas Contemporâneos e foi realizada a partir de uma demanda apresentada pela própria comunidade escolar.
Coordenado pela professora Rosemary Negreiros de Araújo, o projeto busca fortalecer o diálogo entre a universidade e comunidades indígenas por meio de ações construídas de forma participativa, valorizando os saberes produzidos nos territórios e contribuindo para a formação acadêmica dos estudantes envolvidos.
O debate sobre drogas lícitas e ilícitas surgiu a partir da necessidade apontada pela comunidade escolar de ampliar as discussões sobre um tema presente nos desafios enfrentados pela juventude. Em resposta a essa demanda, foram promovidas rodas de conversa, exposições dialogadas e atividades de produção de cartazes, incentivando a participação dos estudantes e a reflexão sobre os impactos sociais, culturais e de saúde relacionados ao uso de substâncias psicoativas.
Segundo a avaliação da comunidade escolar, as atividades foram bem recebidas e despertaram o interesse pela continuidade da iniciativa. A participação ativa dos estudantes indígenas também contribuiu para fortalecer a comunicação intercultural e estreitar os vínculos entre a universidade e a comunidade.
O projeto reúne estudantes da disciplina Componentes Curriculares de Extensão – Realidade Social da Amazônia: Povos Originários e Comunidades Tradicionais (CCEx I), da graduação em Serviço Social, e da disciplina Estado, Direitos, Povos e Comunidades Tradicionais, do Programa de Pós-Graduação em Serviço Social. A iniciativa está fundamentada em uma concepção de extensão universitária inspirada nos educadores Paulo Freire e Moacir Gadotti, entendida como um processo de troca de saberes entre universidade e sociedade, que valoriza os conhecimentos produzidos nos territórios e sua integração ao ensino, à pesquisa e à extensão.
Para os estudantes da graduação e do mestrado envolvidos, a experiência possibilitou maior aproximação com as realidades dos territórios indígenas, reforçando a importância da extensão universitária na articulação entre teoria e prática. A professora Maria Helena Cariaga, docente da graduação e do Programa de Pós-Graduação em Serviço Social, participou das atividades realizadas no dia 23 de junho, contribuindo com as discussões.
De acordo com a coordenadora do projeto, professora Rosemary Negreiros de Araújo, o envolvimento da comunidade escolar e dos estudantes demonstra a importância da construção coletiva do conhecimento por meio da extensão universitária.
"A extensão fortalece a integração entre ensino, pesquisa e sociedade, promovendo trocas que enriquecem a formação universitária e contribuem para responder às demandas apresentadas pelas comunidades", destaca a professora.