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Comunidade indígena Krahô, em Itacajá, recebe roda de conversa sobre violência sexual
Estudantes do curso de Direito da Universidade Federal do Tocantins (UFT) promoveram uma roda de conversa na Comunidade Indígena Mangabeira, localizada em Itacajá, no dia 11 de setembro. A iniciativa teve como foco o combate à violência sexual e doméstica contra mulheres indígenas Krahô. A atividade foi organizada na disciplina Extensão Jurídica III e contou com a colaboração do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI), por meio do Núcleo de Prevenção das Violências, Promoção da Saúde e Cultura de Paz (Nupav).
A roda de conversa reuniu diversos participantes, incluindo estudantes, profissionais da saúde indígena, lideranças locais e membros da comunidade Krahô. A professora Graziela Tavares de Souza Reis, integrante do Grupo de Pesquisa e Extensão Direito e Gênero da UFT, foi uma das facilitadoras do diálogo. Durante o encontro, foram abordados temas como a identificação da violência sexual e doméstica, bem como os mecanismos para buscar ajuda.
"A atividade foi uma grande oportunidade de aprendizado para estudantes de Direito, que devem ter além da perspectiva de gênero e a compreensão sobre as violências que são praticadas nesse contexto, saber ainda, que existem outras cosmovisões e culturas, com linguagem e organização próprias. É necessário compreender que o impacto colonial segue levando problemas aos povos originários”, enfatiza Graziela.
Os estudantes apresentaram informações sobre os direitos de proteção sexual de crianças, adolescentes e mulheres adultas e idosas. Para complementar o aprendizado, foi distribuída uma cartilha informativa que definiu os tipos de violência e apresentou os principais canais de apoio às vítimas. O diálogo respeitou a cultura Krahô e buscou esclarecer dúvidas das lideranças sobre a proteção de mulheres e crianças contra predadores sexuais.
A ação visou não apenas informar sobre a manifestação da violência doméstica e sexual, mas também encorajar a comunidade a se posicionar frente a esses problemas, utilizando os direitos e as leis disponíveis. Os estudantes tiveram a oportunidade de aprender mais sobre os costumes da comunidade e compartilhar experiências com profissionais que atuam na educação indígena.
As acadêmicas Kananda Rezende Toledo e Maria Júlia expressaram suas impressões sobre a experiência. Kananda destacou a importância do intercâmbio cultural e o incentivo à valorização das diversidades dos povos originários. Maria Júlia enfatizou que essa vivência foi crucial para sua formação acadêmica e profissional, permitindo uma compreensão mais sensível das questões enfrentadas pelas mulheres indígenas.
Confira, abaixo, detalhes da cartilha distribuída na comunidade indígena.