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Câmpus de Palmas avança no mapeamento de espaços para modernizar gestão da infraestrutura
O Câmpus de Palmas está executando uma ampla ação de mapeamento e atualização cadastral de seus espaços físicos, em um trabalho estratégico dirigido pela Coordenação de Planejamento e Administração (Coplad) e a Coordenação de Infraestrutura (Coinfra). A iniciativa tem como objetivo levantar informações detalhadas sobre salas de aula, laboratórios, ambientes administrativos e demais estruturas acadêmicas, subsidiando o planejamento institucional, a gestão da ocupação dos espaços e futuras intervenções de manutenção e adequação.
A ação integra metas do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) e vem sendo realizada de forma sistemática, com cronograma organizado por blocos e comunicação prévia às unidades envolvidas. As equipes responsáveis notificam os setores com pelo menos uma semana de antecedência e contam com o apoio de pontos focais indicados pelas coordenações e setores para garantir o acesso aos ambientes e a coleta das informações necessárias.
De acordo com a coordenadora da Coplad, professora Maria Cristina Manno, o trabalho vai além de um simples levantamento físico, constituindo uma base técnica essencial para o aprimoramento da gestão universitária. “Estamos construindo um diagnóstico detalhado da infraestrutura do Câmpus. Esse mapeamento nos permite conhecer com precisão a capacidade e a vocação de cada ambiente, identificar necessidades estruturais e atualizar informações fundamentais para o planejamento institucional.”, destacou.
Até o momento, entre os mais de 50 prédios da unidade, já foram concluídos os levantamentos dos blocos 1 e 3, o bloco 2 foi parcialmente mapeado no piso inferior; além dos blocos A, B, C, E, F, G, H, I e J. Também já passaram pelo processo os laboratórios 1, 2, 3 e 4, o LabTec e os complexos laboratoriais de Engenharia Civil, Nutrição, Jornalismo e Teatro.
Nas próximas etapas, a equipe realizará o levantamento dos blocos remanescentes, incluindo os chamados “Lzinhos” (L1 a L6), com previsão de concluir o mapeamento até o final de junho. A ação conta com a participação de estagiários dos cursos de Engenharia Civil e Arquitetura e Urbanismo, que auxiliam no levantamento de dados e na atualização das informações técnicas, vivenciando na prática atividades relacionadas ao planejamento, diagnóstico e gestão de infraestrutura, o que contribui para sua formação profissional.
O levantamento contempla a identificação da capacidade de ocupação das salas, características e tipos de uso dos ambientes, laboratórios específicos e coletivos, capacidade instalada de aparelhos de ar-condicionado, existência de equipamentos como datashow e quadros, além da atualização patrimonial desses itens.
Outro aspecto importante do trabalho é o registro audiovisual realizado ao final de cada vistoria. Os vídeos permitem identificar patologias estruturais, como infiltrações, rachaduras, desgastes e outras intercorrências físicas que demandam acompanhamento técnico.
Segundo o professor Kedson Raul de Souza Lima, da Coinfra, a coleta dessas informações permitirá maior precisão na tomada de decisões relacionadas à infraestrutura do câmpus. “Além das medidas e dados quantitativos, registramos visualmente as condições estruturais dos espaços. Isso nos permite mapear problemas que, muitas vezes, não aparecem em relatórios tradicionais e que precisam ser monitorados para intervenções futuras”, explicou.
Paralelamente ao levantamento físico, a equipe também está promovendo a atualização e reconstrução das plantas baixas dos prédios. O trabalho é realizado diretamente no sistema institucional de infraestrutura, desenvolvido para concentrar as informações técnicas e patrimoniais dos ambientes universitários.
Para o diretor do Câmpus de Palmas, professor Moisés de Souza Arantes Neto, um dos destaques da ação é o trabalho conjunto de servidores técnico-administrativos e estudantes que integram a força-tarefa. Participam da ação equipes das coordenações envolvidas, estagiários das áreas técnicas e profissionais responsáveis pelo suporte tecnológico e estrutural da operação. "Essa atuação colaborativa tem possibilitado a inserção das informações em tempo real no sistema institucional, conferindo mais agilidade, precisão e eficiência ao processamento, à atualização das plantas baixas e à consolidação dos dados levantados", afirmou o diretor.
Para Moisés de Souza Arantes Neto, o mapeamento representa um avanço significativo na qualificação da gestão universitária. “Ter um diagnóstico atualizado da nossa infraestrutura é fundamental para planejar o presente e o futuro do câmpus. Esse levantamento fortalece a capacidade de gestão, amplia a eficiência no uso dos espaços e nos oferece subsídios concretos para priorizar investimentos e melhorias que atendam às necessidades da comunidade acadêmica”, afirmou.
A expectativa é que, após a conclusão desta etapa, os dados subsidiem ações de reorganização dos ambientes, revisão da distribuição de espaços, planejamento de manutenção preventiva e corretiva, além de orientar futuras expansões e adequações estruturais no Câmpus de Palmas, concluiu ele.