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Aula Magna marca primeiro ano da Licenciatura Intercultural Indígena da UFT
Na última semana, ocorreu a Aula Magna da Licenciatura Intercultural Indígena da Universidade Federal do Tocantins (UFT), que completa um ano de criação. Na ocasião, a professora Suiá Omim (UFT) conduziu o debate a partir da perspectiva da interculturalidade e do diálogo entre os saberes acadêmicos e os saberes dos povos indígenas. A atividade contou com a participação de discentes do curso e da comunidade acadêmica.
A coordenadora do curso, professora Reijane Pinheiro (UFT), explicou que o curso inicia, neste período, a etapa do Eixo Curricular 3: Saberes Indígenas, Interculturalidade e Educação. “A programação inclui mais um Tempo Universidade, com a presença de discentes indígenas dos povos Mēhī (Krahô), Iny (Karajá), Iny (Javaé) e Akwê (Xerente), que permanecerão no Câmpus de Palmas durante o mês de janeiro para o desenvolvimento de atividades acadêmicas”, destacou.
Reijane celebrou, ainda, o primeiro ano de criação da Licenciatura e ressaltou a importância do apoio da Reitoria, das pró-reitorias de Extensão (Proex), Graduação (Prograd) e Assuntos Estudantis (Proest), da Direção de Câmpus e dos parceiros institucionais que contribuem para a consolidação do curso.
Ainda durante o evento, a professora Letícia Jôkahkwyj Krahô compartilhou sua trajetória acadêmica, desde a formação no curso de História da UFT, no Câmpus de Araguaína (atualmente Universidade Federal do Norte do Tocantins – UFNT), ressaltando o papel das políticas de ações afirmativas para o acesso ao mestrado e ao doutorado em Antropologia pela Universidade Federal de Goiás (UFG). Atualmente docente da Licenciatura Intercultural Indígena da UFT, Letícia reforçou a relevância do curso para a formação de professores que atuam na educação indígena.
Encerrando as falas, a professora Ana Gabriela Morim (Universidade Federal do Espírito Santo – UFES) destacou sua trajetória de atuação junto ao povo Mēhī Krahô e a importância das roças desse povo para sua organização social e cosmológica, bem como para a sustentabilidade do mundo. A docente também pontuou a necessidade de a Antropologia rever seus olhares e práticas, assumindo uma atuação mais engajada e comprometida com os povos indígenas, especialmente no contexto da produção de conhecimento.
Hicu Sidinei Pôhypej Krahô pontuou o trabalho desenvolvido em parceria com a professora Ana Gabriela, ressaltando que uma atuação engajada, baseada no compromisso e na escuta, é capaz de produzir resultados concretos na luta indígena.