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Ação de saúde indígena promove acolhimento e prevenção no Câmpus de Porto Nacional
O Câmpus de Porto Nacional da Universidade Federal do Tocantins realizou uma ação de saúde indígena articulada entre a Afya Itpac Porto Nacional, a Unidade Básica de Saúde Brasilina Batista Lira, do município de Porto Nacional, e a Divisão de Estágio e Assistência Estudantil (Diest) do Câmpus.
A atividade contou com a participação de estudantes do 6º período do curso de Medicina, acompanhados pelas preceptoras Josy Barros Noleto de Souza e Larissa Jácome. Durante a ação, foram realizadas orientações sobre hipertensão, diabetes, uso de cigarro e bebidas alcoólicas, além de testes rápidos de HIV, sífilis, hepatites B e C e aplicação de vacinas.
De acordo com a coordenadora da Diest, Cristina Fonseca, iniciativas como essa contribuem diretamente para o acolhimento e a permanência dos estudantes indígenas na universidade.
“Os estudantes indígenas enfrentam alguns desafios próprios relacionados principalmente à ruptura de vínculos comunitários, à barreira linguística e à adaptação cultural ao ingressarem na Universidade. Quando nós viabilizamos estas ações estamos sinalizando o reconhecimento institucional da identidade indígena e de suas necessidades específicas”, destacou.
A coordenadora também ressaltou que a promoção da saúde indígena fortalece as políticas de assistência estudantil e ações afirmativas da universidade.
“A promoção da saúde indígena é uma das formas da Universidade concretizar as Políticas de Assistência Estudantil e Ações Afirmativas para além da garantia da vaga. Desse modo, nós reconhecemos as diferenças, combatemos desigualdades e fortalecemos os vínculos, contribuindo diretamente para o senso de pertencimento, o acolhimento e a permanência dos estudantes indígenas no Câmpus”, afirmou.
Sobre a parceria entre as instituições envolvidas, Cristina destacou a importância da atuação conjunta para ampliar o acesso aos serviços de saúde.
“As parcerias estabelecidas são indispensáveis para a realização das ações de saúde indígena, uma vez que é por meio delas que nós conseguimos trazer para o Câmpus serviços que nós, como instituição de ensino, não ofertamos, mas que são importantes para essa população. Além disso, nós nos tornamos campo para ações de ensino, contribuindo para a formação desses estudantes, futuros profissionais de Medicina”, concluiu.