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Procedimento ELISA Indireto

O ELISA indireto é uma técnica utilizada para detecção de anticorpo, sendo assim, pega-se uma placa contendo - aderida na parte solida – antígenos para a patologia a ser analisada e seguem-se as seguintes etapas:

  • Coloca-se o soro do paciente nos poços presentes na placa. Se existir presença de anticorpos, esses se ligarão aos antígenos presentes na placa formando um complexo: antígeno (ligado à placa) – anticorpo.
  • Após esse processo é realizada uma lavagem da placa (essa lavagem é feita usando um tampão de lavagem), para retirar os anticorpos não ligados;
  • Adiciona-se depois um anti-anticorpo conjugado (por exemplo a uma enzima, como a peroxidase), assim se formará um complexo: anticorpo (ligado à placa) – antígeno – anticorpo – anti-anticorpo conjugado;
  • Realiza-se outra lavagem, para se retirar o excesso de anti-anticorpo conjugado, que não formou o complexo citado acima;
  • Nos casos em que o conjugado é uma enzima, adiciona-se um substrato para a enzima (no caso da enzima ser a peroxidase, utiliza-se como substrato o peróxido de hidrogênio e cromógenos[1]). O substrato adicionado, ao se ligar à enzima do complexo, forma um produto colorido;
  • Por fim adiciona-se uma solução de parada, ou seja, uma solução que interrompa a ação da enzima para que assim a solução não fique com uma coloração muito forte e atrapalhe a leitura do teste.

 



[1] Os cromógenos mais utilizados são: ortofenilenodiamina (OPD), ácido 5-amino-salicílico, ortotoluidina, 2,2-diazino do ácido etilbenzotialino sulfônico (ABTS) e tetrametilbenzidina (TMB).