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Projeto Cidade Fora do Texto inicia atividades no sistema socioeducativo de Palmas
No dia 11 de fevereiro, o projeto Cidade Fora do Texto realizou seu primeiro encontro no Sistema Socioeducativo de Palmas, reunindo adolescentes da Unidade de Internação para Adolescentes em Conflito (Case) e do CSE Feminino, em parceria com a UFT e a Secretaria de Estado da Educação (Seduc). A ação, vinculada ao curso de Arquitetura e Urbanismo , propõe reflexões sobre direito à cidade, desigualdade urbana e pertencimento, por meio de atividades formativas e oficinas práticas.
Participaram 11 socioeducandos e uma socioeducanda, além de representantes da Seduc, servidores da Unidade e equipe técnica da Universidade.
A proposta busca aproximar o conhecimento acadêmico da realidade social vivenciada pelos adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa. Durante o encontro, foram debatidos temas como direito à cidade, moradia e desigualdade urbana. Questões relacionadas a LGBTQIA+, machismo estrutural e letramento racial e de gênero também integraram a discussão, exigindo sensibilidade na mediação, mas evidenciando a importância de tratar dessas pautas no contexto socioeducativo.
De acordo com a professora Patrícia Orfila, o primeiro encontro foi positivo e, ao mesmo tempo, desafiador. Ela destacou que, apesar de momentos de tensão, houve interesse dos adolescentes nas oficinas propostas, como grafite, visita técnica, fotografia e cartografia afetiva, atividades que devem compor as próximas etapas do projeto.
O professor Osvaldo Henrique ressaltou que o encontro representa um ponto de partida para que os jovens construam novos olhares sobre si e sobre o território onde vivem. Para ele, a socioeducação se fortalece quando há parceria, educação e oferta de oportunidades.
Já a professora Fabiana Scoleso enfatizou que a experiência materializa a função social da universidade pública ao atuar para além de seus muros e ocupar espaços historicamente invisibilizados no debate acadêmico. Segundo ela, o contato inicial com socioeducandos, agentes e professoras da Unidade foi fundamental para compreender as dinâmicas internas e alinhar o projeto às realidades locais.
A próxima etapa está prevista para ocorrer em quinze dias, dando continuidade ao processo formativo e ampliando o diálogo sobre cidade, território e cidadania.