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Estudantes de Jornalismo da UFT transformam trabalho acadêmico em projeto no Instagram
Um trabalho desenvolvido por estudantes de Jornalismo da Universidade Federal do Tocantins (UFT), na disciplina de Produção Textual I, ganhou novos caminhos e passou a funcionar como um projeto no Instagram. O Laboratório Criativo Lamparina surgiu a partir de uma atividade coordenada pelo professor Marco Túlio Câmara, do curso de Jornalismo e do Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCom), que propôs a cobertura dos eventos da Semana do Orgulho, em Palmas. A experiência deu origem ao projeto, que hoje funciona como um espaço de experimentação jornalística voltado à produção de conteúdos culturais e à valorização de pautas que nem sempre recebem atenção dos grandes veículos.
A formação inicial do grupo contou com Carlos Eduardo Braga Rocha, Amarílis Gonçalves, Liane Barros e Ana Clara Ferreira. Depois, Amélia Alves e Karin Martins também passaram a integrar a equipe. O nome Lamparina faz referência ao Jornal Lampião da Esquina, publicação voltada à comunidade LGBTQIAPN+, e também à ideia de iluminar histórias que acabam ficando escondidas.
Para os estudantes, o projeto é uma oportunidade de colocar em prática os conhecimentos aprendidos em sala de aula. “Não nos vemos como um portal de notícias tradicional”, explica Carlos, fundador e idealizador. Segundo ele, o Lamparina funciona como um espaço para desenvolver habilidades profissionais e produzir conteúdos de qualidade, principalmente relacionados ao jornalismo cultural.
A proposta também é dar espaço a histórias e grupos que costumam ter menos visibilidade. “Buscamos pautas e eventos que muitas vezes são ofuscados pelos veículos tradicionais”, afirma Amarílis. O projeto aborda temas como cultura local, esporte, diversidade, opinião e entretenimento, além de ser aberto a colaborações. A estudante também destaca o incentivo recebido pela UFT e pelo professor Marco Túlio para transformar a atividade acadêmica em uma iniciativa com continuidade.
Para Marco Túlio, ver os estudantes continuarem com o projeto após o fim da disciplina foi motivo de satisfação. Segundo o professor, o Lamparina mostra que um trabalho acadêmico pode ultrapassar os limites da sala de aula e alcançar a sociedade. “O trabalho desenvolvido em sala de aula não deve ficar somente na sala de aula”, destaca.
A estudante Amélia Vitória Alves Silva também ressalta que a experiência permite ir além do aprendizado básico sobre produção de notícias. Para ela, o grupo procura compreender cada pauta com atenção e descobrir o que torna aquela história especial, buscando maneiras de fazer com que o público também se interesse por ela.
Além de colocar em prática o que aprendem na universidade, o Lamparina pretende continuar aberto a outros estudantes de Jornalismo. Carlos explica que a ideia é que o projeto seja um canal para quem quiser compartilhar sua visão de mundo ou experimentar novas formas de produção jornalística.
Assim, o que começou como um trabalho de faculdade ganhou vida própria e segue usando o jornalismo para “levar luz” a histórias que merecem ser conhecidas.