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Cursos do Câmpus de Arraias realizam instalação de Agrofloresta Experimental
O Câmpus de Arraias da Universidade Federal do Tocantins (UFT), por meio do Movimento Agroecológico, organizado pela disciplina de Movimentos Sociais no Brasil e a Luta pelos Territórios, do curso de Licenciatura em Educação do Campo, vem realizando, de forma coletiva, a instalação de uma Agrofloresta Ambiental neste mês de setembro.
Idealizada, inicialmente, em âmbito teórico pela professora Simone Batista Mamede, a iniciativa se fortaleceu através de diálogos, apresentações, palestras e produção de cartazes sobre agroecologia, realizados pelos acadêmicos do curso para divulgar a ação e mobilizar o câmpus.
Dessa maneira, o projeto uniu professores e estudantes dos cursos de Pedagogia, Matemática, Direito, Licenciatura em Educação Escolar Quilombola, Turismo e Biologia, tornando-se uma realidade, executada de forma prática. Para Simone, a Agrofloresta Experimental se tornou ponte de integração entre as ciências, as pessoas, o ambiente, o território e a vida. A iniciativa demonstra o quão prazeroso e necessário é trabalhar na coletividade.
A professora doutora Suze Sales, coordenadora do curso de Licenciatura em Educação do Campo com habilitação em Artes Visuais e Música, destaca:
''A Agrofloresta é uma importante iniciativa coletiva que reúne diferentes cursos do câmpus e tem a possibilidade de articular formação acadêmica, participação coletiva e prática pedagógica relacionadas ao cuidado com a terra e a construção coletiva. Para a Educação do Campo, constitui um espaço vivo de formação, no qual os conhecimentos científicos dialogam com os saberes dos povos do campo e das comunidades tradicionais atendidas pelo curso. A participação dos estudantes é fundamental, pois a agrofloresta exige cuidado contínuo e compromisso coletivo. Ela só se materializa, de fato, com o envolvimento e a corresponsabilidade de todos''.
Lorena Varão, professora doutora do curso de Direito do Câmpus de Arraias, reforça a importância do projeto:
''A Agrofloresta Experimental na Universidade é uma forma de ocupar e semear o território. A implementação da agrofloresta, de forma coletiva, é a concretização do direito ao território, do direito de pertencer ao território e do direito à segurança alimentar. Participar dessa construção é uma forma de somar conhecimentos dos povos do campo, da cidade e da universidade''.