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Câmpus de Porto Nacional abre programação de oficinas sobre assédio na UFT
A Universidade Federal do Tocantins (UFT), por meio da Pró-Reitoria de Assistência Estudantil (Proest), realizou, na quinta-feira, 8 de outubro, a oficina “Entre a proteção e a garantia: desafios na apuração de assédio em processos disciplinares”, no Auditório do Bloco III, Câmpus de Porto Nacional. Conduzido pela professora Aline Sueli de Salles Santos, o encontro ocorreu no período da tarde e contou com a participação de servidores e da diretora do Câmpus, Etiene Fabbrin Pires Oliveira.
Durante a oficina, foram abordados as etapas e o fluxo dos processos administrativos no âmbito da UFT, com foco nos procedimentos disciplinares relacionados a situações de assédio. O encontro também promoveu reflexões sobre perspectiva de gênero, prevenção à revitimização e construção de um ambiente institucional mais seguro, respeitoso e acolhedor.
Segundo a diretora do Câmpus de Porto Nacional, Etiene Fabbrin Pires Oliveira, a Unidade foi escolhida para sediar a primeira edição da oficina em razão de demandas apresentadas anteriormente pela comunidade acadêmica. “Nós tivemos situações disciplinares no passado, e a comunidade acadêmica vinha cobrando informações a respeito desse tipo de processo”, explicou.
A diretora destacou que a iniciativa surgiu para atender a essa demanda, mas também contempla toda a universidade. Para ela, a formação contribui para que os participantes compreendam os procedimentos administrativos e o encaminhamento das denúncias relacionadas ao assédio no ambiente universitário.
Etiene ressaltou que a UFT promove oficinas, mantém observatórios e desenvolve grupos de trabalho voltados às questões relacionadas ao assédio e aos processos disciplinares. Apesar dessas iniciativas, ela apontou desafios para garantir o acolhimento adequado das pessoas que procuram a Instituição.
“Um dos grandes desafios é entender o fluxo e também fazer o acolhimento dessas denúncias”, afirmou a diretora. Segundo ela, a ausência de um local específico para receber essas demandas na universidade dificulta tanto o acolhimento das pessoas que relatam situações de assédio quanto o andamento dos procedimentos disciplinares.
A atividade integra uma ação extensionista promovida entre outubro e novembro de 2026, organizada pela Proest em parceria com a Reitoria, a Superintendência de Ações Afirmativas (Saaid), a Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO) e o Instituto Tocantinense de Direito Administrativo (ITDA).
De acordo com Etiene, a programação foi organizada para contemplar os diferentes câmpus da UFT, com datas definidas em conjunto com as unidades para facilitar a inclusão das atividades nos respectivos calendários acadêmicos.
As próximas oficinas serão realizadas nas seguintes datas e locais:
Gurupi: 15 de outubro, às 14h, no Auditório 106 do Bloco G;
Palmas: 27 de outubro, às 15h, na Sala 207-B do Bloco J;
Arraias: 29 de outubro, às 17h, no Auditório do câmpus;
Miracema: 12 de novembro, às 9h, no Auditório do câmpus.