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Projeto de extensão promove saúde mental e fortalece permanência estudantil em Miracema
Desenvolvido no Câmpus de Miracema da Universidade Federal do Tocantins (UFT), o projeto de extensão "Construindo histórias e compartilhando experiências na residência universitária: (re)significando afetos, desafios e (im)possibilidades" promove ações voltadas à saúde mental e ao fortalecimento da permanência estudantil entre os moradores da Moradia Universitária. A iniciativa busca construir um ambiente mais acolhedor, fortalecer as redes de apoio e incentivar o protagonismo estudantil na construção das atividades desenvolvidas na residência universitária.
Vinculado à disciplina de Estágio de Núcleo Comum I do curso de Psicologia, o projeto é coordenado pela professora Jamile Luz Morais Monteiro e pela servidora técnica Ivone dos Santos Siqueira. As ações são planejadas e desenvolvidas por estudantes do sétimo período do curso, em parceria com os próprios moradores da Moradia Universitária, que participam da definição das demandas e da construção das atividades realizadas pelo projeto.
A proposta vai além do acolhimento psicológico. Ao incentivar que os próprios estudantes idealizem e desenvolvam atividades voltadas à comunidade acadêmica e ao público externo, o projeto busca fortalecer o sentimento de pertencimento à universidade, contribuindo para reduzir fatores associados à retenção e à evasão estudantil.
As ações desenvolvidas até o momento foram apresentadas durante o Encontro de Integração da Assistência Estudantil da UFT, realizado em 16 de junho, ocasião em que as coordenadoras compartilharam a experiência com representantes dos diferentes câmpus da Universidade.
Segundo a professora Jamile Luz Morais Monteiro, a participação ativa dos moradores tem produzido resultados positivos no fortalecimento do vínculo dos estudantes com a instituição.
"O projeto tem tido um resultado bastante positivo, pois os estudantes passaram a se apropriar mais dos processos e das atividades na Universidade, o que acaba contribuindo para a redução da retenção e da evasão desses estudantes", afirma.
Desde o início das atividades, parte da programação prevista já foi executada, incluindo momentos de acolhimento, oficinas, rodas de conversa e exibição de filmes. Além das ações coletivas, estudantes do curso de Psicologia, sob supervisão da professora Jamile, realizam atendimento psicoterapêutico na Clínica-Escola de Psicologia (CEPSI) para moradores da Moradia Universitária que não recebem o Auxílio Saúde.
Para a servidora técnica Ivone dos Santos Siqueira, os reflexos do projeto também podem ser percebidos na convivência entre os residentes. Segundo ela, o fortalecimento dos vínculos tem favorecido uma relação mais colaborativa entre os estudantes, contribuindo para reduzir conflitos e ampliar a integração na Moradia Universitária.
As atividades terão continuidade no segundo semestre de 2026, com novas ações voltadas ao diálogo intercultural e ao compartilhamento de saberes entre os moradores. A expectativa é ampliar os espaços de convivência, fortalecer a participação estudantil e consolidar a Moradia Universitária como um ambiente de acolhimento, desenvolvimento pessoal e permanência na universidade.